Marina evita crítica direta ao governo sobre apagão

A senadora Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata à Presidência da República, foi cautelosa em sua avaliação sobre o blecaute da última terça-feira. A questão tem que ser vista com críticas e com preocupações, afirmou hoje durante visita a São José dos Campos, interior de São Paulo.

Agência Estado |

A senadora disse que primeiro é preciso ter o diagnóstico correto da situação para que não se fique apenas no "achismo". "É preciso fazer o investimento necessário para que se tenha segurança. O Brasil é um país que tem como maior fonte de energia a hidroeletricidade e os 'linhões' sujeitam o sistema à ocorrência de desligamentos", afirmou.

Para evitar esse tipo de problema, de acordo com a senadora, é preciso sair dos "linhões", adotando outras fontes de energia, como a biomassa, a solar e a eólica, que permitem ter o provimento de energia regionalmente.

"Tem que fazer mais investimentos para evitar problemas. Isso significa planejamento, é trabalhar com o princípio da precaução", afirmou. Isso, segundo ela, se evita prejuízos como os que ocorreram agora. "As pessoas foram privadas do direito de ir e vir, ameaçadas em relação à situações de violência e sofreram a falta de abastecimento de água e luz".

PSOL

Marina disse que a possível aliança com o PSOL para as eleições de 2010 ainda está na fase das conversas informais. "O Partido Verde está aberto para o diálogo e disposto a buscar um caminho para a aliança. É um processo de construção, de parte a parte", explicou.

O PV, segundo ela, vai trabalhar a sustentabilidade como eixo estratégico da campanha. "É uma questão tão importante que até os outros candidatos também já começam a assumi-la. Espero que nas eleições de 2010 as pessoas discutam ideias e propostas para preservar os avanços e planejar os passos que precisamos dar", finalizou.

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