A senadora e pré-candidata à Presidência da República Marina Silva (PV-AC) classificou de lamentável o escândalo do mensalão do DEM no Distrito Federal, mas evitou comentar se o caso traria dividendos a algum partido político. Para ela, não há ganhadores no episódio.

"Não quero restringir esse caso ao tabuleiro político de alianças. Se ficarmos fazendo as contas do que é que se ganha com isso, ninguém ganha. Não ganha a democracia, não ganha a política, não ganham os partidos", disse, após reunião em São Paulo com entidades ambientalistas.

O caso, contudo, deve ter implicações eleitorais na medida em que pode chamar a atenção do eleitorado para questões éticas, acredita. "As pessoas estão cada vez mais decepcionadas e impactadas com o que acontece no mundo de alguns políticos. A questão ética vai adquirir relevância para o eleitor", avaliou.

Mais uma vez a senadora defendeu o campo da política como espaço de debates de ideias, "e não de escândalos". Ela, contudo, disse que não quer fazer apologia da moral. "Não existe partido perfeito ou pessoas perfeitas."

Questionada, Marina comentou que a reforma política seria uma contribuição para um processo de melhora da prática política no País, mas argumentou que isso depende, em última instância, mais do eleitor que dos políticos. "Não adianta a gente querer um grande senador, um grande deputado, vereador, se esse ele não for escolhido nas urnas. Quem vai fazer reforma senão nós, os políticos. Se a sociedade não colocar as pessoas comprometidas com essa visão, isso nunca vai acontecer."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.