A senadora Marina Silva (PV-AC) afirmou hoje, em Campo Grande (MS), que não quer uma máquina de como ganhar votos e tampouco fechar alianças partidárias com o objetivo de aumentar o espaço nos palanques se o tempo de propaganda partidária na televisão. Essa questão da aliança não pode ser vista apenas como um cálculo para saber quem tem mais tempo de TV e espaço nos maiores palanques da campanha, afirmou.

Ela fez referência aos pré-candidatos à Presidência da República José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), ressaltando que "não são donos do poder".

"Poder tem o voto do eleitor. Eu aposto em aliança com o povo brasileiro. Temos que fazer dessa campanha um debate de ideias, e não só pensar em palanque", disse. O posicionamento da ex-ministra não significa veto a outros partidos. "Não trabalho com vetos, até porque minha situação ficaria difícil no Acre, onde eu apoio o Tião Viana (atual senador pelo PT). Não vou poder receber o apoio dos meus companheiros de 30 anos, mas vou apoiá-los", disse.

Sobre o governo Luiz Inácio Lula da Silva, Marina Silva destacou estar a vontade para criticá-lo, mas acabou fazendo pequeno comentário sobre os avanços do País nos últimos 16 anos. "O Brasil teve avanços significativos com o Plano Real na época do FHC (ex-presidente Fernando Henrique Cardoso) e a distribuição de renda também avançou sob o comando do presidente Lula, não tenho dificuldades de reconhecer isso. Acho que a sociedade está consciente, sabe que pode eleger mais do que um deputado, um senador, pode eleger um ideal."

Na capital do Mato Grosso do Sul, a pré-candidata à Presidência pelo PV passou toda a manhã reunida com quase cem líderes de movimentos sociais e do partido, buscando estratégias políticas. A ideia inicial do PV é lançar candidatos próprios para o governo do Estado em todo o País. Ela explicou estar em uma "campanha programática e não pragmática". "Tudo esta ainda no início", afirmou.

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