Marina: ambiente e economia se equilibram na COP-15

A senadora e pré-candidata à Presidência da República Marina Silva (PV-AC) disse hoje que, apesar das duras negociações que deverão ocorrer na Conferência do Clima da ONU, que começa na próxima semana em Copenhague, há uma questão histórica que deve ser comemorada. Pela primeira vez na história da humanidade, meio ambiente e economia estão na mesma equação, disse a senadora.

Agência Estado |

"China e Estados Unidos estão operando nessa direção. É por isso que as negociações estão dando trabalho. Há que se estabelecer uma relação entre ambos."

A 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 15) começa segunda-feira na capital da Dinamarca e vai até o dia 18 de dezembro. Marina viaja ao país no dia 11.

Entre os desafios listados pela senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, está a formulação de uma estrutura que possibilite que as decisões tomadas em Copenhague sejam colocadas em prática. "O desafio será sair de lá com uma estrutura política e de encaminhamento que possibilite os avanços que temos de ter pós-Copenhague."

Após reunião com ambientalistas em São Paulo, Marina considerou que o Brasil e, mesmo Estados Unidos e China, fez avanços ao propor metas de redução de emissão do gases do efeito estufa, embora esse comprometimento ainda não esteja de fato selado. "Nos últimos meses, o Brasil avançou em algumas questões, foi o primeiro a se colocar com metas, e foi seguido por outros países. Mas se somar essa sopa de metas, elas estão muito aquém daquelas que são necessárias", ponderou.

Como a redução das emissões vai ser distribuída entre países pobres, emergentes e ricos, é outra equação que terá de ser resolvida em Copenhague, afirma, sob o risco de o mundo não chegar a um acordo no curto prazo.

Marina acredita, ainda, que a opinião pública internacional terá peso nas decisões dos líderes. "Quando a China e os Estados Unidos disseram que não iam ter metas e soltaram essa bomba de carbono na humanidade, houve uma reação enorme as posições de ambos mudaram. A COP é o segundo maior evento internacional desde a ECO-92, no Rio de Janeiro. Vamos ter ali uma pressão muito grande, os olhos do mundo vão estar voltados para lá."

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