Marido de chinesa desaparecida inventou que ela teria sacado R$ 220 mil

RIO DE JANEIRO ¿ O advogado do chinês Chen Chien Hou, Danilo Santos, disse nesta segunda-feira que seu cliente teria inventado a quantia sacada por sua mulher, Ye Guoe, para chamar a atenção da polícia. Em depoimento, o chinês disse que teria tomado essa atitude depois que a Delegacia Anti-Seqüestro (DAS) teria informado que só investigaria o caso se houvesse pedido de resgate. Segundo o advogado, a quantia, R$ 220 mil, foi sugerida por um amigo do chinês.

Redação |

A chinesa Ye Guoe, de 35 anos, foi vista pela última vez na quinta-feira, por volta das 14h. Em seu primeiro depoimento, o marido da vítima disse que a esposa teria ido ao shopping Downtown, na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio, para trocar R$ 220 mil por US$ 130 mil em uma casa de câmbio do centro comercial. Segundo ele, o dinheiro foi adquirido através de economias e seria enviado a parentes na China.

Depois de efetuar a troca, a chinesa teria pego um táxi para ir ao centro da cidade. De acordo com o taxista, o carro foi parado logo depois de sair do shopping por três homens que apresentaram distintivos da polícia. Os homens pediram para a chinesa saltar do veículo e os acompanhar. Ainda segundo o taxista, a viatura da polícia era um Palio Weekend, com adesivo dos Jogos Pan-Americanos.

A corregedora da Polícia Civil, Ivanete Araújo, já iniciou um levantamento para descobrir qual das 74 viaturas parecidas com a descrição dada pelo motorista pode estar envolvida com o sumiço da chinesa. A 16ª DP (Barra da Tijuca), que investiga o caso, vai analisar as imagens das câmeras do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) e do circuito interno de TV do shopping Downtown para tentar solucionar o caso. A polícia também pretende confirmar em qual das três casas de câmbio do shopping Ye Guoe teria feito a troca dos dólares.

O casal chinês se conheceu no Brasil há sete anos. Eles têm duas filhas, de 5 e 7 anos, moram na Tijuca, zona Norte, e possuem visto permanente. Ye Guoe trabalhava como vendedora de artigos trazidos da China e viajava muito para São Paulo. O consulado chinês acompanha as investigações.

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