Marcopolo estuda sair de Portugal

A multinacional brasileira Marcopolo, fabricante de carrocerias de ônibus, pode fechar a fábrica de Portugal, a primeira filial do grupo fora do Brasil, inaugurada em 1990. A queda de demanda, intensificada com a crise internacional, levou a empresa a operar com alta ociosidade.

Agência Estado |

Em janeiro, o grupo já fechou uma fábrica na Rússia. No primeiro semestre, saíram das linhas de montagem em Portugal apenas 58 ônibus, o equivalente à produção de um dia nas unidades brasileiras. O volume é 36% inferior ao de igual período de 2008. Em todo o ano passado foram fabricados 200 veículos na subsidiária instalada em Coimbra, menos de 1% da produção total do grupo.

Os 170 funcionários locais estão em férias coletivas, com retorno previsto para segunda-feira. A Marcopolo no Brasil informou que, com a baixa demanda, estuda uma forma de gerenciar a fábrica. Segundo informou a Agência Lusa, após reunir-se ontem com representantes sindicais, o governador civil de Coimbra, Henrique Fernandes, disse que fará diligências para apurar a situação da empresa. Os sindicalistas temem pelo fechamento da fábrica na próxima semana, após a volta das férias.

“A preocupação do governo é manter a produção e os postos de trabalho”, afirmou Fernandes. Ele disse ainda que vai estabelecer contatos com a diretoria da companhia “para verificar qual é a perspectiva da direção”. No início do ano, a Marcopolo fechou uma de suas duas fábricas na Rússia. Pouco depois, iniciou a produção na Índia e, em setembro, inaugura oficialmente uma unidade no Egito, que já produziu 32 ônibus para testes. Com isso, o grupo mantém 13 fábricas em nove países. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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