Marco Willians Herbas Camacho está preso na Penitenciária Presidente Venceslau II, em São Paulo

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Os advogados de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, entraram com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) ontem, pedindo que ele seja liberado do regime disciplinar diferenciado (RDD). Marcola está preso na Penitenciária Presidente Venceslau II, em São Paulo.

Marco Camacho, o Marcola
AE
Marco Camacho, o Marcola
Segundo a defesa de Marcola, os fatos que levaram a Justiça a determinar que ele fosse internado no RDD estariam prescritos. Apontado como o líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcola está no RDD desde 2006. Naquele ano o PCC organizou uma série de ataques às forças de segurança de São Paulo.

Para a Vara de Execuções, os documentos apresentados contra Marcola demonstraram "a realização de inúmeros atos da mais vil covardia e vandalismo". Sem sua inclusão no RDD, ele "poderia encontrar meios para dar continuidade aos atos mencionados e atrapalhar a apuração do já ocorrido e de sua participação". Já a defesa argumenta que, no dia dos conflitos em São Paulo, Marcola estava "preso, incomunicável com o mundo exterior", e seria "humanamente impossível" a sua participação nos fatos.

Os advogados afirmam que Marcola "sofre com a acusação infundada de organizar quadrilhas para praticar crimes", e que essas acusações são "ilações deturpadas da mídia, que através da implementação de sensacionalismo busca elevar a audiência sem aquilatar acerca da realidade dos fatos".

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