O advogado Ayrton Bicudo, que representa o assaltante de banco Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, suposto líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), chegou por volta das 8h40 ao Fórum de Jundiaí e afirmou que seu cliente não comparecerá nesta sexta-feira ao depoimento de 77 testemunhas de defesa no processo sobre a morte do policial militar Nilson Pinto.

De acordo com o advogado, não há provas de participação de seu cliente nesse processo. "Deveria ter se investigado o modo como foram colhidos os depoimentos", disse Bicudo.

O caso refere-se à morte do policial, ocorrida durante os ataques atribuídos à organização criminosa em todo o Estado de São Paulo em maio de 2006. O capitão da Polícia Militar Aloysio de Queiroz Júnior, comandante da operação de segurança na região central de Jundiaí, informou que pelo menos 150 homens da corporação estão mobilizados para conter curiosos, orientar o trânsito e garantir a segurança dos comerciantes.

Diferentemente de outubro de 2007, quando 14 de 19 acusados foram ouvidos na cidade, o clima nas proximidades do Fórum era bastante tranqüilo na manhã de hoje. Menos de 20 pessoas aguardavam a chegada das testemunhas.

O comércio funcionava normalmente e o trânsito fluía sem problemas. O posto da Previdência Social, que permaneceu fechado quando Marcola esteve em Jundiaí no ano passado, também funcionava.

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