O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, votou a favor da manutenção da Lei de Imprensa. Ele foi bem enfático em seu voto: A quem interessa o vácuo normativo? A jornais, jornalistas, aos cidadãos em geral?, perguntou.

Segundo ele, após a decisão do STF será instalada a "babel". "Passaremos a ter nos conflitos de interesse o critério de plantão", afirmou. Ele observou que a lei vigora há 42 anos, dos quais 20 no período da atual Constituição Federal. "Não me consta que a imprensa do País não seja uma imprensa livre", afirmou.

Até agora, Marco Aurélio de Mello foi o único ministro a votar contra a derrubada da Lei de Imprensa. Seis ministros já se manifestaram pela extinção da Lei e dois ministros querem a derrubada parcial do texto, com manutenção de artigos que tratam de calúnia, injúria e difamação, controle sobre propaganda de guerra, perturbação da ordem social e atentados à moral e aos bons costumes.

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