Márcio Fortes nega pressão do PP contra desvio no PAC

O ministro das Cidades, Márcio Fortes, negou hoje que é pressionado por PP, partido ao qual é filiado, por causa do envolvimento de ex-assessores nos desvios de recursos de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) descobertos pela Polícia Federal (PF) na Operação João de Barro. Por que pressão política? São os funcionários que estão sendo investigados e já foram devidamente exonerados, reagiu, sobre se receberia pressão política da legenda, na saída do almoço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os jogadores campeões mundiais da Copa do Mundo de 1958, no Palácio do Itamaraty.

Agência Estado |

Fortes disse ter conversado sobre a operação com o líder da sigla na Câmara, Mário Negromonte (BA), que, segundo ele, deverá divulgar um comunicado de apoio a ele. "Conversei com o líder e ele deverá dar uma manifestação a esse respeito. Não há nenhuma manifestação contra o ministro. Eu não estou envolvido em nenhuma denúncia. A denúncia é em cima dos funcionários já devidamente identificados pela Polícia Federal", assinalou.

Fortes reafirmou que os contratos investigados pela PF foram firmados pela Caixa Econômica Federal (CEF) e é a instituição financeira que os fiscaliza. "Os contratos são realizados pela Caixa e eu não tenho nenhum acompanhamento das licitações, sobre quem ganhou", insistiu, assinalando que, nos projetos do Ministério das Cidades, quem faz as licitações das obras é o governo do Estado ou a prefeitura e não o governo federal.

O ministro das Cidades negou com veemência qualquer participação na escolha da empresa Construssati Serviços e Construções em concorrência pública de R$ 5,5 milhões do governo de Tocantins para construir 255 casas em Palmas. De acordo com uma denúncia publicada hoje pelo jornal Correio Braziliense , a empresa tem menos de dez funcionários e pertence ao estudante e empresário André Scarassati, filho do ex-coordenador político do ministério José Alcino Scarassati, exonerado por Fortes.

'Responsabilidade'

"A responsabilidade (pelo contrato com a Construssati) é da prefeitura e do governo do Estado. É um problema local. São eles os responsáveis pela licitação, o governo federal não entra nessa parte. Afinal de contas, é montada uma parceria em que a responsabilidade do governo federal é selecionar o projeto e priorizar o recurso para pagamento assim que as obram andem. Não somos nós que fazemos o projeto e a licitação. Então, cada um tem a sua responsabilidade", declarou o ministro.

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