BRASÍLIA - O ministro das Cidades, Márcio Fortes, negou nesta quinta-feira que esteja sofrendo pressão política para deixar o cargo. No último dia 20, a Polícia Federal (PF) desarticulou uma quadrilha que desviava recursos repassados pela União e que eram destinados a custear obras de saneamento e habitação inscritas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre as pessoas presas estão três funcionários de sua confiança.

Não tem pressão política, por que teria? Nós já exoneramos as pessoas envolvidas. Não há nenhuma manifestação contra ministro, eu não estou envolvido em nenhuma denúncia, nada. A denúncia foi contra os funcionários devidamente identificados pela Polícia Federal, ressaltou. 

Para o ministro, as prisões dos funcionários fazem parte do problema do mandado de busca e apreensão da Polícia Federal". Entre os envolvidos está o assessor da Secretaria de Saneamento, Luiz Cláudio Vasconcelos, o funcionário da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Alexandre Isaac Freire, além do funcionário da Secretaria do Tesouro Nacional, Otávio Augusto Alves Jardim. 

Questionado sobre se o ministério faria um pente-fino sobre os contratos em vigor com os municípios, Fortes ressaltou que não cabe ao ministério das Cidades fazer um pente-fino sobre os contratos, mas sim a Caixa Econômica Federal (CEF). Os contratos são da caixa e, por isso, ela [a Caixa] está fazendo a fiscalização. Eu não tenho convênios com as prefeituras, quem tem é a Caixa, comentou.

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