Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que marcham em direção a Presidente Prudente, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste de São Paulo, acamparam hoje nas imediações da cidade. As três colunas, procedentes de Santo Anastácio, Tarabai e Martinópolis, cidades da região, vão se juntar amanhã de manhã nas imediações do aeroporto e seguir numa única caravana em direção ao centro de Presidente Prudente.

Na praça da Catedral haverá um ato público. São esperados cerca de mil participantes.

Um grupo dos manifestantes será recebido por representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Curadoria do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual (MPE). De acordo com o líder dos sem-terra José Rainha Júnior, a principal reivindicação é a retomada dos assentamentos na região, que estão parados por falta de licença ambiental. Seis áreas arrecadadas pelo Estado para a reforma agrária encontram-se nessa situação, disse Rainha. A licença ambiental para novos assentamentos é exigência do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Consema), órgão federal, e os processos tramitam normalmente.

Outro objetivo da manifestação, segundo o líder dos sem-terra, é protestar contra o projeto do governador José Serra (PSDB) que propõe a regularização das áreas com mais de 500 hectares no Pontal. A proposta aguarda votação na Assembléia Legislativa de São Paulo. O governo defende o projeto como uma tentativa de solucionar os conflitos fundiários na região.

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