Marcha contra corrupção em Belém critica Belo Monte e divisão do Estado

Pouco mais de 300 pessoas participaram da manifestação na manhã desta quarta-feira

Wilson Lima, iG Maranhão |

Cerca de 300 pessoas participaram da Marcha contra a Corrupção em Belém na manhã desta quarta-feira (7). O número de manifestantes foi menor que o esperado, segundo a organização do evento. Além de criticar a corrupção no País, o movimento serviu de alerta contra as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte e contra a divisão do Estado.

Futura Press
Marcha Contra a Corrupção em Belém criticou construção de Belo Monte
Além de estudantes, a Marcha contra a Corrupção em Belém reuniu membros de movimentos sociais e da Igreja Católica, que realizaram o Grito dos Excluídos, cujo tema este ano foi “Pela Vida Grita a Terra... Por Direitos, Todos Nós”. Os protestos foram realizados nas proximidades da avenida Presidente Vargas, onde ocorreu o desfile de 7 de Setembro.

Os manifestantes tentaram invadir a avenida Presidente Vargas mas foram contidos por policiais militares. Em pequeno número, o protesto ficou concentrado na avenida Nazaré, paralela ao local dos desfiles cívicos desta quarta-feira.

No início da tarde, os manifestantes colocaram adesivos em veículos com mensagens contra a corrupção no Brasil e no Pará. “Esperávamos mais pessoas. Mas, infelizmente, o maior inimigo do Brasil é o próprio brasileiro que não participa de ações como essa”, disse Bruno Toscano Franco, um dos organizadores da Marcha contra a Corrupção em Belém.

No Pará, o movimento também espera mobilizações em Marabá, no sudeste do Estado, região onde ocorreram vários conflitos agrários que resultaram na morte de três líderes camponeses desde maio.

Durante o protesto de Belém, os manifestantes classificaram como crime a construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu, e apoiaram a decisão do Ministério Público Federal (MPF) em pedir a interrupção das obras. Eles também afirmaram que a divisão do Estado em mais duas Unidades da Federação (Tapajós e Carajás) não acabará com os problemas sociais paraenses. O plebiscito para decidir sobre a divisão do Estado está marcado para 11 de dezembro.

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