Marcas consagradas voltam às origens nos 25 anos da London Fashion Week

Marcas consagradas da moda britânica, como Burberry e Matthew Williamson, voltam a partir desta sexta-feira às passarelas londrinas - que recebem também os brasileiros Bruno Basso, da dupla Basso and Brooke, e Inácio Ribeiro, da marca Clemens Ribeiro - no 25º aniversário da London Fashion Week.

AFP |

A Semana de Moda de Londres vai acolher durante seis dias mais de 60 desfiles e vinte apresentações de coleções para a temporada primavera-verão 2010, com o último dia dedicado à moda masculina.

Entre as metrópoles de moda Nova York e Milão, Londres teve dificuldades nos últimos anos para se manter entre as quatro principais passarelas mundiais, mas ventos de otimismo sopram na capital britânica, com a volta da imprensa e, consequentemente, dos compradores, apesar do severo contexto da crise econômica.

A Burberry, símbolo da moda britânica por excelência, com seu xadrez e trench-coats marcantes, foi a primeira a anunciar que não quer perder a comemoração, e terá a honra de encerrar esta edição.

"Londres é nossa casa, é o coração desta marca global de luxo e o centro de toda nossa criatividade", declarou o diretor criativo da Burberry, Christopher Bailey, ao revelar que pelo menos por uma temporada trocaria Milão, onde apresenta suas coleções desde 2001, pela capital britânica. Rapidamente seguiram os demais, liderados por Matthew Williamson, Jonathan Saunders, Pringle of Scotland e o italo-britânico Antonio Berardi.

"Londres é minha cidade favorita para desfilar. Logisticamente, é mais fácil para nós porque estamos aqui, que é o berço constante de novos talentos, e é emocionante fazer parte disto", declarou ao Daily Telegraph Matthew Williamson, um dos estilistas favoritos de Sienna Miller, Gwyneth Paltrow e Kate Moss, que conquistou o grande público com a colorida coleção feita para a rede de lojas H&M.

O sucesso e a excitação provocada por esta temporada em Londres se deve ao British Fashion Council, organizador do evento, que há apenas um ano temia ser banido do calendário por seus competidores, maiores e mais rentáveis. "A razão pela qual é colocada uma remenda atenção em centros como Paris é principalmente a economia", disse à AFP o historiador de moda Robert O'Byrne.

"A maneira alternativa de ver estas cidades não se baseia em quanto de receita geram, mas sim quanta criatividade, e neste aspecto podemos colocar Londres em primeiro lugar e não em último", diz O'Byrne, autor do livro "How London Became A Fashion Capital" (Como Londres se tranformou em uma capital de moda).

A passarela londrina tem fama de ser uma plataforma para lançamento de novos talentos, como aconteceu com os hoje famosos Vivienne Westwood, John Galliano, Alexander McQueen, Hussein Chalayan e Stella McCartney, mas também de não conseguir mantê-los quando estes começam a crescer.

"Nos últimos anos, os novos talentos que saíram daqui foram muitos bons", declarou ao Telegraph a editora da edição britânica da Vogue, Alexandra Shulman. "Há uma nova geração de estilistas estabelecidos como Richard Nicoll, Marios Schwab e Christopher Kane, e depois vêm os novos talentos em alta, como Peter Pilotto, Meadham Kirchhoff e Mark Fast".

A proposta deste ano inclui estilistas de uma dezena de nacionalidades, entre eles vários brasileiros como Bruno Basso, da dupla Basso and Brooke, e Inácio Ribeiro, da marca Clemens Ribeiro, assim como o espanhol Emilio de la Morena, mais conhecido em Londres do que em seu próprio país.

A Semana de Moda de Londres, cuja primeira edição foi feita em um estacionamento, estréia em Sommerset House, um palácio neoclássico do século XVI com vista para o rio Tâmisa, em pleno coração da capital.

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