Maradona chega em Cannes para ver filme sobre sua vida

Depois de receber o ex-lutador Mike Tyson na semana passada, o Festival de Cannes se prepara para a chegada outro antigo astro do esporte. Diego Maradona é esperado nesta terça-feira (20) no principal evento do cinema mundial, trazido pelo diretor sérvio Emir Kusturica, autor do filme Maradona by Kusturica.

Redação com EFE |

O diretor escolheu o documentário para captar a essência da "admirável força da natureza" que encontra em seu amigo, desde seu nascimento em Buenos Aires até as passagens por Nápoles, Cuba e Belgrado, a cidade do cineasta.

O Festival de Cannes exibirá o filme hoje, fora de competição, em uma sessão prevista para 22h30 (17h30 em Brasília).

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Maradona exibe sua habilidade com a bola

"O jogador do século" aparecerá "filmado por seu maior fã", neste filme surgido de uma "verdadeira alquimia cinematográfica", que passa pela admiração mútua entre o diretor e o protagonista, segundo os promotores do evento.

Ganhador duas vezes da Palma de Ouro, por "Underground - Mentiras de Guerra" e "A Vida é um Milagre", e indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro, Kusturica é considerado um dos cineastas mais aclamados da última década, por contrapor o drama da belicosa região dos Balcãs a cenários e situações surreais e festivas.

Desde do começo humilde ao início à notoriedade mundial, da brilhante ascensão à decadência mais profunda, Kusturica coloca em seu filme a vida de Maradona, "campeão do povo" e "ídolo decadente", que se tornou, em sua opinião, "um modelo para gerações do mundo inteiro".

"O dia em que o conheci" ¿ conta Kusturica ¿ "foi muito mais importante do que esperava".

Com seu filme, Kusturica quis "encontrar e fazer reaparecer" a verdadeira personalidade de Diego, o homem que existe por trás do mito, explicou.

Com este fim, o filme acompanha de perto "a extraordinária trajetória" do ex-jogador durante o ano "de renascimento do Maradona", que, à época da filmagem, lutava contra seus problemas de joelho, peso e coração e "contra as marcas deixadas em seu corpo", lembrou o admirador-cineasta.

Era "difícil crer que este homem renasceria um dia de suas cinzas", finaliza Kusturica.

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