Mão Santa bate recorde de discursos e Senado o de suplentes

BRASÍLIA - No último dia 17, o senador Mão Santa (PMDB-PI) bateu o recorde de discursos desta legislatura: mil homilias. Assistido pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-PI) e alguns correligionários, Mão Santa se comparou, no discurso comemorativo, ao Pelé - que bateu mais de mil gols durante sua carreira como jogador de futebol- e garantiu que o recorde não computou as dezenas de apartes que ele costuma fazer aos discursos dos colegas de plenário.

Carol Pires |

De acordo com o Relatório Anual da Presidência, publicado este mês pela Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado, o senador Mão Santa fez 137 pronunciamentos em 2008 e nada menos que 171 apartes ao longo do ano, totalizando 434 pronunciamentos de toda sorte.

O Relatório Anual da presidência também conta com a participação dos senadores em plenário, o pedido da palavra como líder partidário para discussão de projetos, encaminhamento de votação, explicação pessoal, comunicação inadiável, e questões de ordem.

Se todos esses itens foram contados, porém, Mão Santa deixa de ser o líder de pronunciamentos em 2008. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) falou 461 vezes em sessões plenárias em 2008 ¿ sendo 213 pela ordem, 44 apartes e 63 discursos feitos da tribuna.

Também fazem parte do ranking de parlamentares que mais falaram em plenário o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), com 274 discursos, Eduardo Suplicy (PT-SP), com 308, e Flexa Ribeiro (PSDB-PA), com 331.

Substituições

 O Senado Federal conclui o ano de 2008 com 20 senadores suplentes em exercício, um total de 24,6% do parlamento ocupado por políticos que não tiveram um voto sequer nas eleições para se elegerem. É o maior número de suplentes desde o início da legislatura.

Pela regra eleitoral, a escolha do suplente de senador é prerrogativa apenas do titular do cargo. Já na Câmara dos Deputados, o suplente é o candidato mais votado no pleito em que foi eleito o titular.

No ano passado, dois senadores morreram e precisaram ser substituídos. O senador Jonas Pinheiro (DEM-MT) morreu aos 67 anos vítima de falência múltipla dos órgãos e foi substituído por Gilberto Goellner, também do DEM. Jefferson Peres (PDT-AM) também faleceu vítima de um enfarte fulminante. Em seu lugar, tomou posse o suplente Jefferson Praia (PDT).

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) se afastou para tratar um câncer no cérebro. Em seu lugar tomou posse o suplente Virginio de Carvalho (PSC). O Senador Regis Fichtner (PMDB-RJ) também pediu licença do Senado para assumir o cargo de Secretário de Estado da Casa Civil do Rio de Janeiro. Paulo Duque tomou posse.

O ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) também pediu afastamento do Senado por duas vezes. Na primeira vez, o primeiro suplente Euclydes Mello assumiu a vaga de senador por Alagoas. Na segunda ocorrência, Ada Mello tomou posse. Collor voltou ao Senado no início de 2009.

Em contrapartida aos senadores que foram substituídos por suplentes, a senadora Marina Silva (PT-AC), afastada desde fevereiro de 2003, quando assumiu o ministério do Meio Ambiente, voltou ao Senado, e assim foi afastado do cargo de senador suplente Sibá Machado, também do PT.

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