Mantega: país diversifica reservas com US$10 bi ao FMI

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta terça-feira que o empréstimo de 10 bilhões de dólares do Brasil ao Fundo Monetário Internacional (FMI) será feito com a aquisição de bônus do organismo expressos em direitos especiais de saque. Em entrevista exclusiva à Reuters, mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia antecipado a decisão do país de contribuir com o FMI.

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Segundo Mantega, na prática, o empréstimo ao Fundo será uma diversificação das aplicações das reservas internacionais do país. Pelos últimos dados disponíveis, as reservas estavam próximas a 205 bilhões de dólares na segunda-feira.

Questionado se o Brasil pretende diminuir as aplicações em Treasuries, Mantega disse que caberá ao Banco Central a decisão sobre quais aplicações das reservas serão desfeitas para comprar os bônus do FMI.

"Essa medida não visa enfraquecer o dólar, de jeito nenhum, mas visa fortalecer o direito especial de saque... O que queremos é que existam outras moedas que estejam por trás das transações internacionais", disse.

"A maior parte das nossas reservas está aplicada em títulos do Tesouro dos EUA --que estão rendendo muito pouco, diga-se de passagem--, e em outras aplicações sólidas dessa natureza. Porém, todas essas aplicações estão rendendo muito pouco."

Nesta quarta-feira, a Rússia anunciou que vai reduzir a parcela de Treasuries em suas reservas internacionais.

(Reportagem de Isabel Versiani)

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