Para tentar diminuir a reação negativa dos parlamentares à Medida Provisória nº 443, que autorizou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a adquirirem participação em instituições financeiras, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltará ao Congresso na próxima terça-feira. Mantega terá encontros com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e, em seguida, se reunirá com o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e com o Colégio de Líderes.

"É um gesto que o ministro faz de respeito ao Parlamento", afirmou Chinaglia em entrevista coletiva, ao dar a informação sobre a visita do ministro.

"É para que a gente discuta o essencial e não fique um mal-entendido que possa prejudicar acordos maiores", acrescentou Chinaglia. Ontem, líderes partidários da oposição e também da base aliada se declararam surpreendidos pela publicação da MP 443, uma vez que Mantega e o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, haviam passado mais de seis horas no plenário da Câmara discutindo a crise, mas não se referiram à medida provisória.

Ontem, o presidente do Senado havia informado da volta de Mantega ao Congresso no dia 28, mas mencionara apenas um encontro com ele (Garibaldi). Mantega e Meirelles terão ainda outro compromisso no Congresso este mês para falar da MP 443: eles irão no próximo dia 30 à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado.

Chinaglia disse, na entrevista, que não está afastada a possibilidade de que, no próximo dia 28, Meirelles vá junto com Mantega ao encontro com os líderes. Segundo o presidente da Câmara, o objetivo do comparecimento de Mantega ao Congresso na próxima terça-feira é o de eliminar - "em um diálogo franco com os líderes" - o mal-estar e o dissabor causados pela edição da MP 443.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.