Mantega: Bric não está pronto para capitalizar FMI

Por Walter Brandimarte WASHINGTON (Reuters) - Brasil, Rússia, Índia e China concordaram nesta sexta-feira que não irão aportar mais recursos no Fundo Monetário Internacional (FMI), a menos que o organismo desenvolva instrumentos flexíveis que dêem mais poder a esses países em desenvolvimento, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

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Uma esperada reforma no sistema de cotas do FMI é o objetivo final dos países que fazem parte do Bric, mas instrumentos provisórios podem ser usados para capitalizar o Fundo no curto prazo, acrescentou Mantega, após encontro do grupo em Washington.

"Nós, os países do Bric, demandamos reformas no FMI para que possamos ser melhor representados", disse a jornalistas. "Nós somente falaremos sobre quantias em dinheiro depois que um novo instrumento (de capitalização) estiver pronto."

Um possível instrumento seria a emissão de bônus pelo FMI. Mantega disse que os Brics querem um título de curto prazo, com liquidez no mercado secundário, que possa ser acrescentado às reservas internacionais dos países.

"Eu sugeri que o título tivesse um rendimento um pouco maior que os Treasuries, para que nós possamos colher alguns benefícios ao migrarmos para ele", afirmou Mantega, acrescentando que um ano seria um bom prazo para o bônus.

Os países do Bric também exigem que parte dos fundos levantados pela venda dos bênus seja investida regionalmente, beneficiando nações emergentes com necessidade de recursos.

Outra alternativa para impulsionar o capital do FMI seria o uso do Novo Acordo de Empréstimo (NAB, na sigla em inglês), uma linha emergencial existente que permite aos países membros prover crédito ao Fundo em caso de crises severas. Mas Mantega disse que isso somente será possível se o mecanismo sofrer uma reforma para melhor representar os países do Bric.

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