Mantega: Brasil deve trabalhar para crescer 4% em 2009

BRASÍLIA (Reuters) - O desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre foi muito bom e dá musculatura ao país para enfrentar a crise financeira global, afirmou nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele admitiu que a atividade desacelerará no quarto trimestre, quando o PIB deve crescer entre 3 e 3,5 por cento na comparação com igual período de 2007, mas conclamou trabalhadores e empresários a trabalharem para, em conjunto com o governo, garantir uma meta de crescimento de 4 por cento em 2009.

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"Em 2009 teremos um crescimento menor, mas ainda será positivo. Aqueles que estão falando em recessão estão profundamente enganados", afirmou Mantega a jornalistas nesta terça-feira.

"Nós convidamos os trabalhadores brasileiros a acreditarem que o Brasil vai continuar crescendo e os empresários para que continuem acreditando e investindo de modo que nós, juntos, alcançaremos uma taxa de crescimento de 4 por cento", acrescentou.

O IBGE informou nesta manhã que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,8 por cento no terceiro trimestre do ano em relação aos três meses anteriores e 6,8 por cento na comparação com igual período de 2007 --bem acima das expectativas do mercado.

"Os números do terceiro trimestre nos colocam em condições mais favoráveis para o enfrentamento da crise", disse Mantega. Ele previu que o país crescerá entre 5 e 5,5 pro cento em 2008 e afirmou que o resultado coloca o Brasil em situação bem mais favorável que a da maioria das economias mundiais.

"Foi um crescimento muito bom para o país, um crescimento de qualidade porque está sendo puxado pelo investimento", acrescentou Mantega.

Analistas do mercado apostam em um crescimento de 2,5 por cento do PIB para 2009 segundo a última sondagem feita pelo Banco Central na semana passada. Para 2008, o prognóstico mais recente é de um crescimento de 5,24 por cento.

O ministro da Fazenda afirmou, ainda, que as contas externas brasileiras ficarão equilibradas em 2009, mesmo diante da manutenção da atividade, porque o câmbio deve se manter depreciado.

"Haverá uma compensação natural", disse Mantega. "A conta de transações correntes vai melhorar", afirmou, acrescentando que gastos com itens como viagens seguirão em queda, assim como as remessas de lucros e dividendos por parte das empresas.

(Reportagem de Isabel Versiani; Edição de Vanessa Stelzer)

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