Os funcionários públicos que fizeram uma manifestação na avenida Paulista, nesta quarta-feira, em São Paulo, chegaram à Praça da República no fim da tarde. Após sair da av. Paulista e passar pela avenida da Consolação, os manifestantes decidiram em assembléia manter a greve dos professores.

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Manifestnates em passeata pela avenida Paulista

Segundo informações da Guarda Civil Metropolitana (GCM), 4 mil pessoas participaram da manifestação. A organização do protesto diz que foram 40 mil. A segurança reforçada no local foi feita por policiais militares, com cavalaria e tropa de choque, e pela CGM.

Apesar de negarem que esse seja um ato político , os manifestantes comemoraram a saída do governador José Serra  do cargo com um bota-fora e um almoço de gala com coxinha. Segundo os sindicalistas, coxinha é o único alimento possível de se comprar com o atual vale-refeição de R$ 4 dos funcionários da saúde. Quero perguntar se o Serra consegue almoçar com R$ 4, diz Emerson Trindade, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde (SindSaúde).

A manifestação também contou com performances. Vestida com roupa de cozinheiro e uma galinha de plástico pendurada ao corpo, a funcionária do SindSaúde, Rosalaine Cruz foi a responsável por servir o almoço. Serra não cumpriu com as negociações.

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"Almoço de gala" com coxinha para protestar contra valor do vale refeição
Os funcionários reivindicam aumento do vale refeição de R$ 4 para R$ 14, além de 40% de aumento salarial para reposição de perdas, jornada de 30 horas para todos os trabalhadores da saúde e valor do Prêmio de Incentivo igual para todos. Também estiveram presentes na avenida Paulista a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e uma mesa montada pelo Psol.

Conforme o SindSaúde, outras cerca de 42 entidades ligadas ao funcionalismo público participam do ato, incluindo a Apeoesp, sindicato dos professores do Estado. Eles afirmam que a greve continua diante da intransigência e desrespeito do governo Serra, que não apresenta qualquer contraproposta à categoria.

Segundo Marcos José Fernandes, funcionário da Apeoesp e um dos responsáveis pela organização do protesto, o caminhão de som que seria utilizado durante a manifestação retirado pela Polícia Militar (PM) nesta manhã. O veículo estaria estacionado, desde as 5h, em uma rua atrás do Masp, mas foi abordado pela PM e escoltado até a garagem da empresa Sol Nascente, na Barra Funda. A Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que o caminhão foi escoltado até a Barra Fundo porque estava em zona de restrição de caminhões.

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Professor em manifestação na avenida Paulista nesta tarde

Representação do PSDB

O PSBD entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Apeoesp e a presidente da entidade, Maria Isabel Noronha, dizendo que a manifestação da última sexta-feira teve caráter eleitoral e contou com recursos do sindicato, como carro de som, para fazer campanha antecipada.

Os manifestantes negam estar em favor de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência e provável adversária de José Serra. O movimento é contra as políticas públicas adotadas pelo governo, mas não contra o partido. Não subestimamos a população. Ela vota em quem achar melhor, afirma Ângelo dAgostini.

No carro de som, porém, manifestantes falam palavras de ordem contra o governador.  Esse é um momento histórico. O momento em que São Paulo tem um dos piores governantes. Eles acusam o magistério de fazer movimento eleitoreiro, mas para ele importa mais o protesto do que abrir negociação com os professores e os funcionários da saúde, disse um dos sindicalistas.

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