Manifestantes protestam por reajuste salarial e fecham avenida Rio Branco no Rio

RIO DE JANEIRO ¿ Cerca de 500 servidores do Ministério da Defesa fecharam três das cinco faixas de rolamento da avenida Rio Branco, uma das mais movimentadas do Centro do Rio. A categoria reivindica aumento salarial equiparado com o recebido pelos militares, de 47,19%, no último mês de abril. Eles pedirão que o ministro Nelson Jobim interceda junto ao Ministério do Planejamento para garantir o reajuste.

Redação |

O protesto parou o Centro do Rio, causando imensos congestionamentos nas avenidas Visconde de Inhaúma, Presidente Vargas, Presidente Antônio Carlos, Venezuela, e causou reflexos inclusive na Francisco Bicalho, que dá acesso a região. Os manifestantes, que iniciaram o protesto às 7h, se dirigem ao Castelo, onde está o 3º Comando Aéreo Regional da Aeronáutica (Comar), onde pretendem reunir mais participantes.

Pelo menos sete viaturas da Polícia Militar e uma da Guarda Municipal acompanham o protesto para garantir que os manifestantes não fechem todas as faixas da Rio Branco novamente. Por volta das 8h30, o grupo conseguiu interditar toda a via por cinco minutos.

A categoria é composta por médicos, professores, engenheiros, entre outros profissionais que dão suporte às atividades militares. A assessoria de comunicação do Ministério do Planejamento alegou que os servidores civis não têm nada a ver com os servidores militares e que o reajuste concedido aos militares não está sendo utilizado como parâmetro para eles.

Há duas divisões dos servidores: os que fazem parte da Tecnologia Militar, uma nova divisão do Ministério da Defesa, criada em 2006 e englobando 14.493 servidores de diversas funções; e os que se mantém ligados às carreiras do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE).

Reajustes podem chegar a 300%, diz Planejamento

Segundo o Ministério do Planejamento, de 2003 a 2006, todos os servidores da Tecnologia Militar ¿ a maioria deles na ativa ¿ tiveram aumento. Para os de nível auxiliar, o reajuste foi de 104% no início da carreira e 133,8% no fim da carreira; os de nível médio tiveram aumento salarial de 131,4% no começo da carreira e 109,2% no final; e os de nível superior de 108,6% e 124,9%, respectivamente.

Já os engenheiros do grupo de Tecnologia Militar tiveram aumento de 53,27% no começo das atividades e 42,81% no final da carreira.

Todos servidores que optaram por permanecer no PGPE também tiveram, de 2002 a 2007, aumento salarial, segundo a assessoria. Os de nível auxiliar tiveram reajuste de 175,60% no começo da carreira e 149,98% no final; os de nível médio 238,05% e 89,28%; e os de nível superior foram reajustados em 219,11% e 67,38%, respectivamente no começo e no fim de suas carreiras.

Esses aumentos foram feitos sem computar o reajuste deste ano que variou, para os servidores do PGPE, de 27,19% e 106,11%. Ou seja, segundo o Planejamento, pode-se ter servidor com aumento de 300% somente de 2002 a 2008.

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