Manifestantes protestam contra prisão de deputado estadual no Rio

RIO DE JANEIRO ¿ Cerca de 30 pessoas protestam, nesta terça-feira, em frente a 35ª DP (Campo Grande), na zona oeste do Rio, contra a prisão do deputado estadual Natalino Guimarães (DEM), acusado de comandar um grupo de milicianos que atua na região. Ele foi preso em flagrante na própria casa, nesta madrugada. Segundo a polícia, ele foi detido após uma troca de tiros entre agentes e membros de uma suposta quadrilha ligada ao parlamentar.

Redação com Agência Estado |


De acordo com policiais da unidade, os manifestantes batem latas, panelas e gritam palavras de ordem para que o deputado seja solto. Por volta das 10h, ele tentaram invadir a delegacia e foi necessária a utilização de gás de pimenta para conter a multidão. Agentes da 35ª DP fizeram uma barreira de proteção à delegacia e houve reforço na segurança com a chegada de homens da PM e da Polícia Civil. O clima ficou bastante tenso na localidade.

Além do deputado Natalino, outras cinco pessoas foram presas na casa dele, onde a polícia também apreendeu uma lista com nomes de supostos empregados da milícia e valores (de R$ 300 a R$ 1,7 mil) que seriam pagos a eles semanalmente. Segundo o delegado Marcus Neves, responsável pelas investigações, também foram encontrados no imóvel um fuzil, duas escopetas, uma submetralhadora, seis pistolas e três revólveres.

As seis pessoas foram presas em flagrante sob as acusações de formação de quadrilha, porte de arma, tentativa de homicídio e favorecimento pessoal (na casa havia um foragido da polícia). Segundo Neves, por volta das 23 horas, cerca de 30 policiais cercaram a casa do deputado, em Campo Grande, na zona oeste. A polícia afirma que naquela hora aconteceria uma reunião de milicianos. O delegado disse que houve troca de tiros e que sete pessoas conseguiram fugir.

Fábio Pereira de Oliveira, o Fabinho Gordo, que é foragido e supostamente trabalhava como segurança do deputado, foi baleado em uma das mãos. Dos sete que fugiram, um PM e um ex-PM foram identificados pela Polícia Civil. Natalino negou que tenha participação na milícia. Ele disse que estava chegando em casa quando foi surpreendido pela polícia. Segundo o deputado, os policiais atiraram primeiro e ele correu para dentro de casa, para proteger-se. Ele admitiu que havia uma pistola e uma escopeta na casa.

Ao ser ouvido pelos policiais, Natalino negou todas as acusações que vinha sofrendo. Um homem que participava da manifestação e fotografava os policiais com um telefone celular foi detido pois a polícia recebeu a informação de que membros da polícia estariam identificando os agentes para retaliações posteriores.

Leia também:

Leia mais sobre: milícias no Rio

    Leia tudo sobre: milícias

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG