BRASÍLIA - Cerca de 150 pessoas fizeram uma manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, pedindo a saída do ministro Gilmar Mendes, presidente da Casa, na noite da última quarta-feira. Os manifestantes espalharam velas e cartazes pela Praça dos Três Poderes, onde o Supremo divide o espaço com o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.

Para José Teixeira, educador e integrante do movimento Saia às Ruas, o ato político é um protesto contra o comportamento dos ministros do STF. "Nós queremos uma luz para o Judiciário, a questão de fundo é repensar um Judiciário mais ético", disse. O protesto, organizado pelo movimento, também está sendo realizado em São Paulo e Belo Horizonte.

Além de discursos dos participantes do movimeno, a manifestação teve o clima das festas juninas, com direito a dança de quadrilha e casamento na roça.

Para a funcionária pública aposentada Aparecida Virgínia, o protesto é para mostrar a indignação da sociedade contra o STF. "O Supremo está usurpando os poderes do Executivo e do Legislativo. As pessoas têm que se indignar. O que está acontecendo no Brasil é uma bandalheira, uma falta de governo", disse.

Um movimento organizado por estudantes de jornalismo aproveitou a oportunidade para protestar contra a decisão do STF em relação ao fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Segundo a estudante Mariana Garcia, esse é só o início das mobilizações. "A gente não concorda com toda essa barbaridade que ele [Gilmar Mendes] vem aprontando e, por isso, resolveu mobilizar o máximo de jornalistas, estudantes e gente que é contra ele", afirmou.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Romário Schettino, também compareceu ao ato político. Segundo ele, o ministro Gilmar Mendes é o principal responsável pelo fim da regulamentação da profissão. "O STF está na contramão da expectativa da sociedade brasileira, porque a maioria do povo brasileiro acha que é preciso ter diploma para ser jornalista", disse.

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