Manifestantes pedem abertura de CPI do governo Yeda

Cerca de 60 manifestantes ligados a dez sindicatos de funcionários públicos passaram o dia diante da Assembleia Legislativa gaúcha pedindo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no governo de Yeda Crusius (PSDB). O grupo exibiu hoje, em Porto Alegre, faixas e cartazes contra a administração tucana no Estado e prometeu manter a mobilização até amanhã.

Agência Estado |

O requerimento para a instalação da CPI foi elaborado pela bancada do PT e circula entre os deputados desde o dia 12 de maio, mas só conseguiu 16 das 19 assinaturas necessárias para ser aprovado. A 17ª, do deputado Paulo Azeredo (PDT), é tida como certa.

A presidente do Sindicato dos Professores, Rejane de Oliveira, diz que a pressão dos trabalhadores pode convencer mais dois deputados a assinarem o pedido. Porém, os três parlamentares do PDT e um do DEM que rejeitaram a proposta, e a totalidade das bancadas do PP e do PMDB, de onde poderiam sair algumas dissidências, seguem irredutíveis na decisão de não apoiar a criação da CPI.

Numa espécie de contra-ataque a um dos adversários de Yeda, o deputado Coffy Rodrigues foi ao Ministério Público Federal (MPF) entregar uma representação contra o vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM). O parlamentar pediu investigação da consultoria prestada pela APF Participações, da qual o vice-governador é sócio, à Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) entre junho de 2007 e março de 2008, o que, para Rodrigues, seria vedado pela legislação. Feijó, que já havia dito em ocasiões anteriores que é acionista minoritário e não diretor estatutário da empresa, não comentou a iniciativa.

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