Manifestantes encerram protesto e Câmara abre sessão para leitura de pedidos de impeachment

Brasília - Depois de acordo com deputados distritais, os manifestantes que invadiram nesta quarta-feira o plenário da Câmara Legislativa decidiram encerrar o protesto pela saída imediata do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e do vice-governador Paulo Octávio, ambos do DEM, suspeitos de participação em esquema de pagamento de propinas.

Agência Brasil |

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  • Os manifestantes concordaram em ir para a galeria e assistir à sessão de leitura dos seis pedidos de impeachment do governador e do vice e de quebra de decoro dos parlamentares suspeitos de participar do esquema de corrupção.


    Manifestante levam caixão à Câmara / foto: AE

    Por volta de 14h30, o grupo ¿ a maioria, estudantes ¿ invadiu a Câmara para pedir a renúncia imediata de Arruda e do vice. Eles usavam camisetas com a frase Fora Arruda e portavam bandeiras de partidos, como o P-SOL e o PSTU, e de centrais sindicais, entre as quais a Central Única de Trabalhadores (CUT). Durante a invasão, uma porta de vidro foi quebrada e um segurança ficou ferido no tumulto. O protesto começou com cerca de 100 pessoas, depois foi se esvaziando.

    No meio da tarde, a deputada petista Érika Kokay foi ao plenário e pediu que os manifestantes deixassem o local para que fosse aberta a sessão que daria encaminhamento aos pedidos de impeachment e de quebra de decoro. Porém, o grupo não cedeu e ficou dividido. Alguns defendiam a permanência no local até a saída de Arruda do governo, enquanto outros entendiam que o protesto já tinha alcançado o propósito de pressionar as autoridades. Foi montada uma comissão para definir os rumos da manifestação em negociação com os parlamentares

    Com o fim do protesto, seis parlamentares, quórum mínimo para abertura da sessão, deram início aos trabalhos. Dos deputados presentes à abertura da sessão, quatro do PT, que faz oposição ao governo Arruda. Os outros são Reguffe, do PDT, e Jaqueline Roriz, do PMN.

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