As declarações de Leandro Basílio Rodrigues, de 19 anos, conhecido como o Maníaco de Guarulhos, de que teria sido torturado para confessar pelo menos dois de uma série de oito assassinatos, não mudam as convicções do Ministério Público Estadual (MPE) com relação à autoria dos crimes. Anteontem, ele foi ouvido pelo juiz Jayme Garcia dos Santos.

O suspeito contou ao magistrado que foi torturado por policiais civis para confessar pelo menos dois dos homicídios. Mas não deu detalhes sobre a tortura. Entre os crimes, está o de Vanessa Batista Freitas, de 22 anos, violentada e morta em 2006. Até o momento da confissão, o ex-companheiro da moça e dois amigos dele estavam presos, acusados de ter praticado o crime e já com o julgamento marcado. Eles foram soltos.

"Não posso comentar os desdobramento do caso porque o processo corre em segredo de Justiça. O que posso falar é que o Ministério Público continua com as mesmas convicções da culpabilidade desse rapaz, dada a verossimilhança da sua versão e os detalhes passados por ele", disse o promotor do caso, Marcelo Alexandre de Oliveira.

Durante o depoimento, o acusado foi acompanhado por sete defensores públicos. O acusado contou ao magistrado que recebeu ameaças dos policiais do Setor de Homicídios de Guarulhos. Ele contou ao juiz que, caso não admitisse os dois assassinatos, seus parentes sofreriam represálias. O nome da outra vítima não foi revelado.

O delegado-titular da Seccional de Guarulhos, Jurandir Correia Sant'Anna, não foi localizado pela reportagem.

Divergências

São várias as divergências sobre quem matou Vanessa. Há a possibilidade de que o Maníaco de Guarulhos estivesse cumprindo pena em Minas Gerais à época em que a moça foi assassinada. A investigação, por enquanto, revelou que Rodrigues estaria em regime semi-aberto e poderia estar em São Paulo.

A mãe da vítima, a costureira Angelina Batista, de 46 anos, acredita que foi o ex-companheiro da filha e seus amigos. A costureira lembrou que o Maníaco de Guarulhos falou que pegou um celular de Vanessa - que nunca teve telefone. E o perfil das vítimas não bate com o de sua filha. As mulheres assassinadas eram usuárias de drogas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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