Maníaco busca sempre mulheres bonitas e bem sucedidas, diz filha de vítima em Minas

Minha mãe era uma pessoa tranquila. Não foi vingança, nem sequestro. Só levaram o celular. Deixaram cartões e dinheiro. O que ainda não sabemos é a motivação do crime, mas sabemos que algum motivo o assassino tem. É um maníaco que busca sempre mulheres bonitas e bem sucedidas

Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

A declaração é da estudante Layanne Cordeiro de Freitas, de 15 anos, filha da contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, assassinada em novembro aos 35 anos. Edna é uma das três vítimas atacadas por um maníaco sexual  em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais.
A polícia acredita que outros dois crimes tenham sido praticados pelo mesmo maníaco. Todas as vítimas moravam no bairro Industrial, na zona oeste da cidade mineira.
Layanne afirma que a mãe jamais relatou qualquer desconfianca de que pudesse estar sendo perseguida. Segundo a estudante, Edna saía de casa todo dia, por volta das 10h, e chegava no início da noite. Segundo a polícia, ela foi morta após deixar a faculdade onde trabalhava. O carro foi abandonado perto da região e seu corpo encontrado no dia seguinte ao crime, numa estrada no município vizinho. "A gente se falava todo dia. Quando chegava da escola, ligava para ela".
Layanne conta que, após o crime, teve medo de que o maníaco pudesse voltar. "No celular tinham muitas fotos nossas juntas. Fiquei muito insegura". A orientação da polícia, conta ela, foi para que a família mantivesse a tranquilidade em casa. Ela conta que não mudou a rotina após o crime e espera que, com a confirmação, pela polícia, de que o assassinato de ao menos outras duas mulheres tenham sido praticados pela mesma pessoa, o caso seja resolvido o quanto antes.
Resultados da análise do material genético mostraram que pelo menos três mulheres foram vítimas do mesmo maníaco sexual. Segundo informações da Polícia Civil, divulgadas na terça-feira, o esperma encontrado nas vítimas é do mesmo homem.
Mortes

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Polícia fala sobre o caso em Minas

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As mortes ocorreram entre abril e novembro do ano passado. O primeiro caso registrado é de Ana Carolina Assunção, de 27 anos. Ela foi encontrada estrangulada dentro do seu próprio carro no dia 16 de abril. O crime chocou os mineiros: seu filho, um bebê de apenas um ano, estava no veículo e foi encontrado ao lado do corpo da mãe. No dia 17 de setembro, Maria Helena Aguilar, de 49 anos, foi encontrada estrangulada dentro de seu carro. 

Segundo o delegado Frederico Raso, que participa da investigação do caso, há um padrão de comportamento comum em todos esses crimes. A Polícia Civil informou que já investiga alguns suspeitos. A expectativa da polícia é que outras vítimas do maníaco que tenham conseguido escapar possam aparecer para fornecer informações.

A notícia fez moradores de Belo Horizonte relembrarem outra série de estupros e assassinatos de mulheres no início da década. Entre 1999 e 2001, 12 mulheres foram assassinadas na região próxima ao campus da Universidade Federal de Minas Gerais. Os casos nunca foram solucionados. A Polícia não conseguiu chegar ao autor dos crimes.

(*com informações da Agência Estado)

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