Mangabeira Unger diz que é um dos muitos admiradores de Marina Silva

BRASÍLIA - O ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, explicou nesta segunda-feira as razões pelas quais foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para coordenar o Plano Amazônia Sustentável (PAS). Ele também negou que tenha sido o motivo da demissão de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, afirmando que é um dos muitos admiradores da ex-ministra. ¿Tive conversas freqüentes com a ministra e ela sempre demonstrou a maior boa vontade. Me encontro entre os muitos admiradores da ação pública da ex-ministra e espero continuar a contar com seu apoio e aconselhamento¿, comentou Mangabeira.

Agência Brasil |


AE
Lula quer oportunidades para locais, diz Unger
Segundo Mangabeira, o motivo de ter sido indicado para coordenar o plano pró Amazônia seria que Lula queria alguém que criasse opotunidades para os moradores da floresta.

O presidente entendeu que o plano deveria ser coordenado por uma pasta de responsabilidades gerais, como a minha, que se preocupe com a preservação do meio ambiente na Amazônia, mas também com a construção de oportunidades econômicas para a população local, disse o ministro à Agência Brasil, após conceder entrevista à TV Brasil.

Mangabeira negou que sua indicação para coordenar o plano significasse um gesto de descontentamento presidencial com a atuação da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que renunciou ao cargo no último dia 12.

Na semana passada, houve quem apontasse a escolha de Mangabeira para coordenar os trabalhos do plano como a gota d´água para que Marina deixasse o cargo. Ela negou que essa tenha sido a razão, mas disse que só soube da escolha de Mangabeira durante o anúncio do plano, no último dia 8.

"Não posso dizer que o meu gesto é em função do doutor Mangabeira. Não é uma questão de pessoa, mas é que você vai vendo um processo e percebe quando começa a ter estagnação, disse Marina durante coletiva para explicar as razões de sua saída.

Mangabeira diz não ter se sentido desprestigiado por Marina quando, em janeiro deste ano, ela recusou seu convite para visitar a região amazônica. A viagem, de que participou o ministro da Cultura, Gilberto Gil, serviu para que Mangabeira discutisse com lideranças locais um plano estratégico de desenvolvimento para a Amazônia.

O ministro também evitou polemizar com o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que, neste final de semana, comentou que gostaria de ter o ex-governador do Acre, Jorge Viana, à frente do Plano Amazônia Sustentável.

Pelo que eu entendi, o novo ministro sugeriu que o ex-governador Jorge Viana participasse da execução do Plano Amazônia Sustentável. Isso seria uma maravilha. Quanto mais aliados tivermos, sobretudo aliados com a experiência dele (Viana), melhor para a Amazônia e para o país.

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