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Manequins auxiliam aprimoramento de profissionais de saúde

Eles possuem sinais vitais, tamanho e peso compatíveis com os de uma criança ou de um adulto, mas são apenas manequins construídos com alta tecnologia e manipulados por um sistema de computação de última geração. Esses bonecos - seis adultos e 16 infantis - se revezam em macas ou berçários dos laboratórios do Centro de Aprimoramento Profissional de Enfermagem (Cape), inaugurado em dezembro do ano passado pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), e se passam por pacientes dos trainees, que procuram a instituição para melhorar conhecimentos e habilidades em tratar o doente e seus familiares.

Agência Estado |

Ao custo de R$ 6 milhões, o Cape é o único centro de formação gratuito do País. Todo o investimento foi feito com o dinheiro das contribuições mensais dos cerca de 360 mil profissionais de enfermagem inscritos no Coren-SP. "O conselho é um órgão regulador e fiscalizador, não educador. Mas queremos mudar essa visão", afirma o gerente do centro, Fernando César Mattos de Souza. "Queremos agir de forma preventiva e educar de antemão", diz.

Os treinamentos são feitos sob medida para o grupo que os solicitam e abrangem os mais diversos campos de atuação do enfermeiro, como clínica médica, urgência e emergência, cirurgia, pediatria, gerontologia e obstetrícia. Os alunos e profissionais podem assistir a aulas teóricas, em salas com quadros interativos e preparadas para receber até 20 cadeirantes, e praticar os ensinamentos nos laboratórios de simulação virtual e de habilidades.

Os manequins ficam no laboratório de habilidades. O monitor escolhe um caso para ser trabalhado e programa o computador. O manequim corresponde, alterando os sinais vitais, como pressão e batimentos cardíacos, exigindo que o trainee adote as medidas corretas para sanar o sofrimento. Um boneco bebê, por exemplo, pode começar a chorar e, mesmo com os procedimentos corretos, a ter a intensidade aumentada se não houver um ato de afeto por parte do profissional.

Rita de Cássia Silva Vieira Janicas, enfermeira de laboratório do Cape, ensina como se cada treinamento fosse uma experiência real. "Esse cenário é a própria celebração da vida", afirma Rita. E esse é um dos objetivos do curso: humanizar todo o atendimento.

AE

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