Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigam crimes de pedofilia no Brasil começaram hoje a ouvir os depoimentos das vítimas e dos religiosos acusados de abuso sexual contra ex-coroinhas, no município de Arapiraca, a 146 quilômetros de Maceió. Ao abrir os trabalhos, o presidente da Comissão, o senador Magno Malta (PR-ES) falou sobre a gravidade dos crimes praticados em Alagoas e disse que não acredita da recuperação dos envolvidos.

"O religioso que se envolve com pedofilia é um lobo na pele de cordeiro. Tem que ser punido de forma exemplar", afirmou o senador.

Segundo Magno Malta, os envolvidos no escândalo - caso comprovado - serão denunciados pelo Ministério Público Estadual e vão responder na Justiça por crime de pedofilia. O presidente da CPI abriu os trabalhos compondo a mesa junto com o juiz do município, Geovane Jatobá; o promotor de Justiça Hamilton Carneiro; e o deputado federal Antônio Carlos Chamariz (PTB/AL), que integra a CPI das Crianças Desaparecidas.

As delegadas da Polícia Civil de Alagoas, Maria Angelita e Bárbara Arraes, que presidem o inquérito sobre o caso, também participaram da audiência e foram ouvidas pela CPI. Elas prestaram depoimento pela manhã. À tarde, foram ouvidos três ex-coroinhas assediados pelos religiosos. Ao todo, cerca de 17 a 25 pessoas serão ouvidas, entre elas os monsenhores Luiz Marques Barbosa e Raimundo Gomes, além do padre Edilson Duarte, acusados de abusarem sexualmente dos adolescentes.

O escândalo sexual envolvendo religiosos de Arapiraca veio à tona quando foi divulgado de um vídeo na televisão que mostra o monsenhor Luiz Marques praticando sexo com um jovem de 19 anos. A gravação foi feita em janeiro de 2009 e teria sido filmada por outro ex-coroinha, que também teria sofrido abusos do padre.

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