Maletas da Abin não fazem grampos, afirma relatório da PF

BRASÍLIA - Relatório entregue pela Polícia Federal à CPI dos Grampos e à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência afirma que as maletas de varredura em posse da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não são capazes de fazer interceptações telefônicas - nem em aparelhos celulares, nem em grandes entrais como a do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal.

Carol Pires e Severino Motta - Santafé Idéias |

Acordo Ortográfico

O relatório afirma ainda que os aparelhos são capazes de encontrar sinais de linha telefônica, mas não consegue grampear esse sinal nem decodificar a conversa. 

Também o Exército elaborou um laudo sobre as capacidades técnicas das maletas. Os dois laudos foram feitos a pedido do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) após denúncia do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de que o Exército e a Abin teriam esses aparelhos. Com a revelação de Jobim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu afastar toda a cúpula da Abin até o fim das investigações.

E depoimento à CPI dos Grampos e à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, o ministro general Jorge Félix (Segurança Institucional) e diretores da própria Abin já haviam negado que tais aparelhos sejam capazes de interceptar ligações.

Denúncia publicada pela revista Veja afirma que a Abin grampeou ilegalmente o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros de Estado e senadores da República.

Leia mais sobre: CPI dos grampos

    Leia tudo sobre: cpi dos grampos

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG