Malária provoca morte de bióloga brasileira na África

A bióloga amazonense Fabiane Lima de Oliveira, de 27 anos, morreu anteontem no Gabão após ter contraído malária durante pesquisas de campo que realizava no país africano. Mestre em biologia de solo no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ela cumpria um estágio antes de ingressar no doutorado em Oxford, no Reino Unido.

Agência Estado |

"Fabiane era uma batalhadora, cavou essa oportunidade mal falando inglês e viajou para Londres um dia após defender com louvor seu mestrado no Inpa, no dia 17 de julho", contou a orientadora do mestrado de Fabiane, Regina Luizão.

Segundo Regina, Fabiane estava em local remoto, na reserva ecológica de Lopé, a dois dias a pé da cidade mais próxima. "Era muito difícil o resgate. Foi pedido socorro assim que ela apresentou os primeiros sintomas da malária, na quarta-feira da semana passada, mas só conseguiram chegar à clareira aberta depois de ela ter sido carregada no colo pelos cinco colegas da equipe, no sábado pela manhã", contou.

Um avião da presidência do Gabão foi enviado para o resgate. Como estava em área endêmica, Fabiane foi medicada logo nos primeiros sintomas, mas não reagiu ao medicamento e precisava de internação.

Segundo a pesquisadora, a cepa de malária que Fabiane contraiu era das mais graves e normalmente fatais. "No Brasil, hoje é mais difícil morrer de malária, mas as cepas africanas são as mais virulentas, consumiram as hemácias delas e provocaram um enfarte." Atendendo a um pedido de Fabiane, só no sábado sua família soube que ela estava hospitalizada. "Foi o momento mais triste da minha vida dizer aos pais dela que Fabiane tinha falecido", diz Regina.

No dia 18 de julho, Fabiane partiu para Londres, onde estudou inglês por dois meses enquanto conhecia melhor a equipe com a qual trabalharia no doutorado. Estava no Gabão havia dois meses para trabalhos de campo, coletando amostras do solo. Depois desse período, ela faria testes de proficiência em inglês e apresentaria seus trabalhos para ingressar no doutorado, na área de climatologia, com um estudo sobre emissões de carbono e seus efeitos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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