nove mortes registradas." / nove mortes registradas." /

Mais uma vez, temporal para São Paulo

Mais uma vez o paulistano enfrentou uma manhã de caos por causa da forte chuva que atingiu a cidade na madrugada desta quinta-feira. Ruas alagadas, bairros sem energia, trânsito travado, trens parados e pelo menos http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/01/21/chuva+causa+morte+de+duas+pessoas+em+sao+paulo++9370999.html target=_topnove mortes registradas.

Camila Nascimento, iG São Paulo |

AE
Vista aérea do Playcenter, na Marginal Tietê

Vista aérea do Playcenter, na Marginal Tietê

Segundo informações do Centro de Gerenciamento de Emergência, o volume médio de chuva nesta madrugada foi de 55.5 milímetros. Algumas regiões, porém, registraram um índice bem acima da média nas oito horas de temporal. Foi a 5ª maior chuva medida pelo CGE. Veja por região (cada milímetro corresponde a 1 litro de água em um m²):

Zona Norte
No bairro da Freguesia do Ó, o volume de chuva foi de  79.2 milímetros

Zona Leste
Na Vila Prudente - 70 milímetros

Região central
Consolação - 101.3 milímetros
Sé - 76 milímetros

Zona Oeste
Lapa - 98 milímetros
Pinheiros - 79.7 milímetros

Zona Sul ( mais chuvoso dos últimos 70 anos )
Vila Mariana - 112 milímetros
Ipiranga - 89.9 milímetros

Segundo Flávio Rodrigues dos Santos, técnico do CGE, apenas neste mês já choveu 315 milímetros , sendo que o volume esperado para janeiro era de 239 milímetros. "O volume de chuva no dia de hoje representa 24% do que era esperado para o mês. Nos últimos 15 anos, o maior índice de chuva registrado em um mês foi de 318.8 milímetros. Esse janeiro, com certeza, baterá esse recorde", diz Santos.

Marginais interditadas

Futura Press
Marginal Pinheiros congestionada na manhã desta quinta-feira

Marginal Pinheiros congestionada na manhã desta quinta-feira

Com a forte chuva, mais de 50 pontos de alagamentos foram registrados pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). As principais vias da capital paulista, como as marginais Tietê e Pinheiros, Avenida 23 de Maio, 9 de Julho, Viaduto Antártica, Avenida do Estado e Avenida dos Bandeirantes, sofreram com enchentes. O trânsito chegou a 111 km de congestionamento por volta das 9h30 - recorde para o ano.

Os rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí - junto à Avenida do Estado, na região do Ipiranga -, transbordaram, assim como pelo menos quatro córregos: Jaguaré (zona oeste), Ipiranga (sudeste) e Morro do "S" e Pirajuçara (sudoeste).

AE
Sem transporte, pessoas vão a pé

Sem transporte, pessoas vão a pé

Com pontos intransitáveis e o risco de novos alagamentos, as marginais foram interditadas ao trânsito, complicando também a chegada à capital paulista. As principais estradas que cruzam São Paulo apresentaram trânsito lento durante a manhã.

Transporte público

Os alagamentos também prejudicaram a operação dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Quem precisou utilizar o transporte enfrentou problemas, já que a circulação de trens ficou totalmente inoperante até o início da manhã nas linhas 9 - Esmeralda (Osasco - Grajaú) e 10 - Turquesa (Luz - Rio Grande da Serra). 

Na rodoviária do Tietê, as pessoas tiveram de atrasar seus compromissos. Segundo a Socicam, que administra o terminal, pela manhã os ônibus não conseguiam partir e nem chegar à rodoviária.

Os aeroportos de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e o Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, operaram visualmente para pousos e decolagens.

O CGE colocou toda a cidade em estado de alerta durante a madrugada. A Marginal Tietê foi a última região a sair do alerta, às 10h54. 

Já a Defesa Civil colocou 26 bairros na capital paulista em alerta pela Defesa Civil por riscos de novos deslizamentos.

"Fiquem tranquilos"

Desta vez, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, culpou o "crescimento desordenado" pelas enchentes. "A chuva foi muito forte e sabemos que os problemas ocorrem pela impermeabilização excessiva da cidade de São Paulo. Isso já foi identificado há muito tempo e nós continuamos a investir para diminuir isso", afirmou.

Kassab reafirmou que a Prefeitura tem investido em áres problemáticas, mas que pelo tamanho da cidade, a tarefa é complicada. "Aumentamos muito os investimentos de drenagem em áreas com risco de alagamentos. Investimos no córregos Pirajussara e Aricanduva e essas chuvas não estão trazendo grandes problemas para essas áreas. Mas não podemos esquecer que temos uma cidade de 11 milhões de habitantes. Não podemos esquecer da quantidade de pessoa. São cerca de 15 milhões de toneladas de lixo por dia".

O prefeito de São Paulo pediu que os paulistanos confiem no trabalho da prefeitura. " Peço que a população fique tranquila . Estamos trabalhando para resolver esses problemas".

AE
Deslizamento em Ribeirão Pires mata duas pessoas

Deslizamento em Ribeirão Pires mata três pessoas

Tristeza e caos

O cenário, porém, não foi de tranquilidade - nem para os paulistanos e nem para os bombeiros, que tiveram 60% do efetivo mobilizado por causa da chuva . São Paulo registrou pelo menos seis deslizamentos de terra. Em quatro deles, no Grajaú (na zona sul da capital paulista), em Mauá, em Santo André e Ribeirão Pires (Grande São Paulo), foram registradas mortes. Com isso, subiu para 59 o número de mortes no Estado de São Paulo desde o começo de dezembro.

(*com reportagem de Gregório Russo, iG São Paulo)

Galeria de fotos

Veja imagens do caos em São Paulo

Veja imagens do caos em São Paulo

Leia também:

Leia mais sobre: chuvas

    Leia tudo sobre: chuva

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG