Mais seco no Sul e quente do Centro-Oeste, Inverno começa no hemisfério sul

Estação mais fria do ano começou nesta terça-feira, mas temperaturas baixas já chegaram na maioria dos Estados

iG São Paulo |

O Inverno começou oficialmente no hemisfério sul nesta terça-feira, às 14h16 (no horário de Brasília), mas o frio se antecipou à estação. Desde o começo de maio, as frentes frias, com massas polares, atingem o centro-sul do Brasil e deixam as temperaturas baixas em boa parte do País. Para o início da estação é esperado que as temperaturas caiam gradativamente nas principais regiões, com maior intensidade no Sul e menor, no Centro-Oeste.

Luciana Cristo/iG
Início do Inverno deve ter temperaturas abaixo da média no Sul
Segundo previsão da Climatempo, o mês de julho deve ter temperaturas abaixo do esperado no Sul e acima no Centro-Oeste. As demais regiões terão as médias esperadas para o mês. O Sul e o Norte do Brasil terão níveis de chuva abaixo do normal.

Em agosto, as temperaturas devem ser mais altas que o esperado no Sudeste e no Centro-Oeste. Em relação às chuvas, só a região Sul deve ter alteração da média dos últimos anos com um mês ainda mais seco que o esperado.

O mês de setembro deve ser o início antecipado da estação com mais chuvas. Os últimos meses do Inverno serão mais chuvosos que a média no Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Apenas o Sul do País ainda terá um mês mais seco que o esperado. Já as temperaturas serão mais altas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Veja abaixo como deve ser o Inverno em cada região:

Região Sul

No Sul, seis frentes frias passam rapidamente pelo Rio Grande do Sul e não provocam muita chuva. O total acumulado fica um pouco abaixo da média em toda a região. A previsão é de cinco massas polares, que provocam intenso resfriamento. Há previsão de geadas em toda a região, com forte intensidade, especialmente no meio e no fim do mês.

A fraca atuação das frentes frias no mês de agosto deixa o total acumulado abaixo da média na maior parte das áreas. Apenas o sudeste gaúcho pode registrar mais chuva que o normal. São esperados seis sistemas frontais, e apenas uma deles deve provocar chuva forte no Rio Grande do Sul na terceira semana do mês. Apenas uma massa de ar polar é forte e ocorre formação de geada na segunda semana.

Em setembro, a passagem de sistemas frontais contribui para a ocorrência de chuvas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, mas o total acumulado fica um pouco abaixo do normal. A temperatura fica acima da média em toda a região.

Região Sudeste

No Sudeste, a chuva fica acima da média no leste de São Paulo no mês de julho, por conta do avanço de cinco frentes frias. Nas outras áreas a chuva fica perto do normal, o que, nesta época do ano, significa pequenos volumes acumulados. As frentes frias vêm acompanhadas de massas polares de forte intensidade, e não se descarta a possibilidade de formação de geada, especialmente na última semana do mês. As áreas mais prováveis para a formação de geada são o oeste e o sul de São Paulo e a Serra da Mantiqueira.

Em agosto quase não chove e as maiores deficiências de chuva ficam no sul e no oeste de São Paulo. Na segunda quinzena podem ser registrados valores de umidade relativa do ar inferiores a 20% em diversas localidades. O mês começa frio, com a influência de uma forte massa de ar polar, que pode até provocar a formação de geada nas áreas mais altas da Serra da Mantiqueira, mas as demais massas polares que atuam na região ao longo do mês são fracas e a temperatura fica um pouco acima do normal.

No Sudeste as frentes frias chegam fracas e causam chuva irregular. Mesmo assim, toda a região tem chuva normal a acima da média em setembro, com a indicação de início do período chuvoso na época normal. A temperatura fica acima da média.

Região Centro-Oeste

No Centro-Oeste chove pouco em julho, mas a passagem de pelo menos duas frentes frias provoca alguma chuva em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso. As massas polares que acompanham as frentes frias são fortes, e há previsão de formação de geada no sul da região. Os maiores resfriamentos ocorrem na segunda e na última semana do mês.

Praticamente não chove na maior parte das áreas neste mês de agosto, e as poucas pancadas observadas deixam o total acumulado um pouco acima da média histórica no sul de Mato Grosso e no sul e no nordeste de Goiás. Nas outras áreas a chuva varia entre normal e ligeiramente abaixo da média. A temperatura fica mais alta com relação ao mês de julho e apenas uma massa de ar polar é significativa, no começo do mês.

Em setembro chove bastante em Goiás e no Distrito Federal, especialmente na segunda quinzena do mês, colocando fim ao período de estiagem do inverno. Nas outras áreas a previsão é de chuva normal a um pouco acima da média. A temperatura fica acima da média em todas as áreas, e a expectativa é de calor.

Região Nordeste

No Nordeste a maior parte da chuva ocorre em Sergipe e no leste de Alagoas, associada à formação de áreas de instabilidade ao largo do litoral da região. Chove mais que o normal também no oeste de Pernambuco e no sul do Maranhão. Já na faixa norte da região, no Rio Grande do Norte, na Paraíba, no centro-leste de Pernambuco e no sul da Bahia a chuva fica abaixo da média. De forma geral, na maior parte das áreas, chove dentro dos padrões de normalidade.

Em agosto ainda ocorre formação de áreas de instabilidade, mas a entrada de ondas de leste na faixa leste da região (entre Pernambuco e Rio Grande do Norte) é irregular. A previsão é de chuva perto do normal em toda a região.

Em setembro, a chuva volta a ocorrer com grandes volumes no Maranhão e o total acumulado fica acima da média. No norte do Piauí, no Ceará e no centro-oeste da Bahia a previsão é de chuva perto do normal. Nas outras áreas a previsão é de chuva e de temperatura de normal a ligeiramente acima da média.

Região Norte

No Norte, apenas Roraima, o noroeste do Pará, o sul do Amapá e o centro do Amazonas ainda terão chuva acima da média neste mês de julho. Nas outras áreas, a chuva varia de abaixo à próxima da média histórica. As massas polares entram com frequência no sul da região e o maior resfriamento ocorre na última semana do mês, quando se observa o fenômeno da friagem.

Em agosto, a chuva fica abaixo da média no norte e no leste do Amazonas. Em todas as outras áreas ocorre formação de algumas áreas de instabilidade e a previsão é de chuva normal. Não ocorre friagem.

No Norte a chuva fica muito acima da normal climatológica no Tocantins, no Pará, no Amapá, em Rondônia e no oeste do Amazonas. As outras áreas têm chuva normal a abaixo da média, o que significa menos de 50 mm acumulados no Acre e em Roraima.

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