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SÃO PAULO - Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de mais quatro Estados decidiram nesta sexta-feira pelo fim da greve, que começou na segunda-feira à noite. O porcentual de adesão ao movimento, que ontem era de 49%, já havia caído hoje para 10%, segundo dados dos Correios. A greve continua em pelo menos 11 Estados, que marcaram assembléias para sábado e segunda-feira.

De acordo com balanço da ECT, a volta ao trabalho nesta sexta já havia sido aprovada no Distrito Federal e em oito Estados, inclusive em São Paulo, com exceção das regiões de Campinas e Ribeirão Preto, que se reunirão amanhã.

Em assembléias realizadas hoje, os carteiros votaram pelo fim da paralisação no Rio Grande do Sul, em Alagoas, Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul. Já os funcionários do Ceará e de Mato Grosso optaram por manter a greve e voltam a se reunir amanhã. Também haverá assembléia amanhã no Paraná e em Sergipe.

Às 19 horas de hoje, os carteiros de Rondônia e da região de Juiz de Fora, em Minas Gerais, ainda não tinham votado sobre a proposta de fim da greve. Na segunda-feira, estão marcadas assembléias para os Estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Tocantins, Piauí, Roraima e região de Belo Horizonte (MG). O governo propôs, na quarta-feira, prorrogar por três meses o pagamento do abono emergencial de 30% sobre os salários. Os grevistas esperam que, ao final dos três meses, este abono passe a ser pago como adicional de risco. Os Correios dizem que, neste prazo de 90 dias, será estudado se o adicional será pago em definitivo e de que maneira.

O abono emergencial vinha sendo pago desde dezembro e foi suspenso em março, deflagrando o movimento grevista. O abono substituiu o adicional de periculosidade aprovado em lei votada pelo Congresso e vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um grupo com representantes do Ministério das Comunicações, da ECT e dos empregados será criado para discutir o Plano de Cargos e Salários e a participação nos lucros. Os Correios decidiram que vão abonar as faltas somente dos grevistas que voltaram ao trabalho até as 18 horas de ontem.

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