Procurador diz que pode pedir inquérito sobre Paulinho " / Procurador diz que pode pedir inquérito sobre Paulinho " /

Mais de dez prefeituras estão envolvidas em fraudes do BNDES, diz procuradora

SÃO PAULO - A procuradora do Ministério Público Federal (MPF), Adriana Scordamaglia, afirmou nesta segunda-feira que há mais de dez prefeituras envolvidas no esquema de fraudes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A procuradora disse que mais pessoas, inclusive parlamentares, podem estras envolvidos no caso. Ela não informou, no entanto, o nome das prefeituroas envolvidas na fraude. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/05/procurador_diz_que_pode_pedir_inquerito_sobre_paulinho_1298867.html target=_top Procurador diz que pode pedir inquérito sobre Paulinho

Redação com agências |

Os financiamentos fraudulentos concedidos pelo BNDES se referem a R$ 130 milhões, concedido a Prefeitura de Praia Grande, e outro, de cerca de R$ 220 milhões, a uma loja de departamentos.

Segundo a procuradora, o nome do deputado Paulo Pereira da Silva, o "Paulinho da Força", é citado não só em escutas telefônicas, como em depoimentos colhidos na investigação da PF. Em nota oficial, a Força Sindical declara que Paulinho "está sendo vítima, mais uma vez, de implacável perseguição política, cujo único objetivo é impedir que mantenha, como sempre manteve, sua independência política e sua luta incansável na defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros".

Adriana afirma, ainda que há "sérias suspeitas" de que o advogado Ricardo Tosto, conselheiro do BNDES, solto no último dia 26 de abril, possa atrapalhar a tramitação do processo-crime. Segundo a promotora, existem provas documentais de que ele tinha como "principal objetivo acabar com as investigações da PF".

Prisões

O juiz substituto Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro, decretou a prisão preventiva de três dos acusados, mas negou o pedido de prisão contra Tosto.

Atendendo o MPF, o juiz decretou a prisão preventiva de três dos seis réus que estavam presos temporariamente: José Carlos Guerreiro, Marcos Vieira Mantovani e João Pedro de Moura. E Manuel Fernandes Bastos Filho, apontado como dono da casa de prostituição WE e suposto articulador do esquema das fraudes, já teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal. Ele está foragido.

Operação Santa Tereza

Segundo a PF, as investigações tiveram início em dezembro de 2007 para apurar denúncias sobre a prática dos crimes de tráfico interno e internacional de mulheres e de exploração de prostituição. Após investigações, foi constatada também a existência de um esquema de desvio de verbas de financiamentos do BNDES, conforme a PF.

Uma quadrilha formada por empresários, empreiteiros, advogados e servidores públicos atua de forma a obter empréstimos do referido banco e a desviar parte dos valores em benefício próprio. A PF não soube informar qual a ligação entre as duas investigações.

A quadrilha desviava 4% dos valores de cada financiamento. As investigações indicam também evidências de práticas de licitações fraudulentas em pelo menos duas prefeituras paulistas, versando sobre a distribuição de obras por estas municipalidades.

Leia mais sobre: Operação Santa Tereza

    Leia tudo sobre: operação santa tereza

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG