A quantidade de peixes mortos retirados da Lagoa Rodrigo de Freitas já passa de 77,7 toneladas, segundo informou hoje a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). O volume foi recolhido de 7h de sexta-feira até as 6h deste domingo. Os trabalhos de recolhimento continuam, mas a mortandade de peixes acabou, segundo a empresa da Prefeitura.

Cento e dois garis atuam na operação e, para combater o mal cheiro em alguns pontos da Lagoa, a Comlurb destacou duas equipes para lavar a ciclovia utilizando uma solução com desinfetante e inibidor de odores. O bairro é um dos mais nobres da cidade.

Jackson Bezerra
Trecho da Epitácio Pessoa em frente à fonte da saudade

Durante a noite de ontem e a madrugada de hoje, a Comlurb recolheu mais 25,6 toneladas de peixes, além das 52,1 toneladas retiradas até às 18h de sábado.

Jackson Bezerra
O fenômeno que matou os peixes terminou, mas o trabalho não

A mudança brusca de temperatura, com a chegada de uma frente fria que espantou o calor de 40 graus, pode ter propiciado a proliferação de uma espécie incomum de alga no local, ainda não identificada. Esta é a explicação da secretária estadual de Meio Ambiente, Marilene Ramos.

A secretária descarta que o fenômeno esteja relacionado com a abertura da comporta do Jardim de Alah, na quinta-feira passada. Segundo ela, se tivesse havido entrada de esgoto, o nível de oxigênio estaria alterado, o que não aconteceu. "Se tivesse havido entrada de esgoto, o nível de oxigênio teria caído", argumentou.

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