SÃO PAULO - No fim do quarto dia de greve dos funcionários dos Correios, a quantidade de pacotes que estão esperando nas agências dos Correios já é equivalente a 110% de um dia de trabalho em todo o País.

Na tarde desta sexta-feira os sindicalistas fizeram um ato na Praça da Sé, em São Paulo, onde enterraram simbolicamente o presidente da Empresa BRasileira de Correios e Telégrafos (ECT), Carlos Henrique Almeida Custódio. De lá, seguiram em passeata até a Praça Ramos de Azevedo, no centro.

Neste encontro os grevistas decidiram seguir com a paralisação até pelo menos a próxima segunda-feira, quando haverá pela manhã uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No mesmo dia, às 16h está marcada nova assembléia entre os grevistas na Praça da Sé para decidir se a greve continua.  

Para não comprometer ainda mais o envio de correspondências em todo o Brasil, a ECT está contratando profissinais terceirizados. Para o presidente do sindicato, Moysés Leme, isso é inconstitucional e também é inseguro. Ele lembra que na greve que houve em 2007 os Correios fizeram uso de tercerizados, e isso gerou problemas, como roubo de correspondências e fraudes.

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