Mais de 300 índios vão para reserva combater PF em RR

O presidente da Sociedade dos Índios em Defesa de Roraima (Sodiur), Lauro Joaquim Barbosa, anunciou que hoje cerca de 300 indígenas vão chegar à reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, para integrar a resistência contra a saída de rizicultores da região. Vamos unir forças em favor do desenvolvimento da região e nossos índios vão integrar mais militantes na frente da resistência.

Agência Estado |

Vamos isolar a reserva e se for preciso, vamos isolar Roraima para evitar essa operação", afirmou o presidente da Sodiur, que apóia os não-indígenas na reserva.

O Ministério da Justiça encerrou as negociações com os rizicultores da região e mandou a Polícia Federal (PF) retirar os não-índios da reserva. O rizicultor Paulo César Quartiero foi solto ontem da prisão e voltou para a reserva após ser liberado pela Polícia Federal. O grupo de resistência liderado por ele está reunindo cerca de 400 homens para lutar contra os agentes e pede ajuda do Exército, que está contrário a retirada de não-índios da reserva. Quartiero havia sido preso na segunda-feira.

O grupo de resistência usa táticas de guerrilha na operação, o que surpreendeu a PF. "Fomos surpreendidos pelos ataques, pregos de quatro pontas, pontes incendiadas ou bloqueadas e até bombas caseiras que explodiam na estrada", disse o coordenador regional da operação, Romero Teixeira. A PF recuou e está fora da reserva até a chegada de outros agentes federais. Dois aviões chegam hoje com policiais oriundos de outros Estados e a expectativa é de que mais 350 homens cheguem à Roraima até o final da semana.

Hoje, representantes do Conselho Indígena de Roraima (CIP) foram à PF denunciar possíveis ações terroristas praticadas por pessoas ligadas supostamente aos produtores de arroz. Conforme informações do CIR, manifestantes ligados aos arrozeiros explodiram a cabeceira da ponte do Surumu com dinamite, serraram a ponte do Igarapé Grande, em Normandia, e bloquearam todos os acessos por terra à Raposa Serra do Sol. "Os índios do CIR fizeram uma barricada para se proteger na casa de apoio dentro da vila e os alunos estão entrincheirados na Missão Surumu", disse.

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