Mais de 2,1 milhões vivem em áreas de risco de contaminação no Brasil

Estudo do Ministério da Saúde aponta que mais de 2,1 milhões de habitantes no Brasil vivem potencialmente expostos a contaminantes químicos.

Agência Estado |

De acordo com o levantamento, essas pessoas residem em uma das 2.527 áreas com solo contaminado no País. Os dados serão debatidos durante a 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental (CNSA), que acontecerá entre quarta-feira e sábado, em Brasília. Foram coletadas na pesquisa as informações dos Estados e municípios no período de 2001 a 2008.

A importância dessa problemática é que ela representa uma situação aparentemente nova para o SUS (Sistema Único de Saúde). Porém, sabemos que os problemas de áreas contaminadas com populações expostas são antigos no Brasil e decorrentes dos processos, como o de industrialização, disse Herling Alonzo, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de Campinas (Unicamp).

A Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Contaminantes Químicos (Vigipeq) usará os dados do estudo para subsidiar ações e medidas de prevenção e atenção às populações que entraram em contato ou que moram em área de risco. Segundo a pesquisa, os principais contaminantes são os agrotóxicos, com 20%, derivados do petróleo, 16%, resíduos industriais, 12%, e metais, 11%. Os Estados com mais pessoas potencialmente expostas são São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.

AE

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