Mais de 2 mil pessoas ficaram desabrigadas por causa de alagamentos no RS

PORTO ALEGRE - A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Rio Grande do Sul afirma que mais de 2 mil pessoas estão desabrigadas por causa das chuvas e ventos fortes que atingem o Estado e Santa Catarina. Um ciclone extratropical atinge a região desde a noite de sexta-feira.

Redação com agências |

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    O fenômeno atinge aproximadamente 280 mil pessoas, deixando um rastro de destruição causado por ventos com rajadas de até 120 km/h e um alto índice de precipitação pluviométrica.

    Houve destelhamento de casas, quedas de postes e árvores, que causaram danos em diversas residências. Houve também interrupção do abastecimento de energia elétrica. 

    O trabalho da Coordenadoria Estadual se estende até esta segunda-feira, com apoio aos municípios afetados e àqueles que decretarão situação de emergência em virtude dos prejuízos sofridos. De acordo com a Defesa Civil, o ciclone extratropical continua sobre o Estado. Também deve permanecer a condição de chuva e ventos, porém em menor intensidade no início da semana.

    Santa Catarina

    O número de municípios catarinenses em situação de emergência subiu de cinco para 31, todos eles localizados no extremo sul do Estado, na região de Araranguá, próximo à divisa com o Rio Grande do Sul, segundo o Departamento Estadual de Defesa Civil do Estado.

    A situação mais grave é na cidade de Ermo, a 238 quilômetros de Florianópolis, onde cerca de 3 mil pessoas, aproximadamente 30% da população, foram desalojadas e estão sendo abrigadas no prédio da prefeitura. A água chega a atingir um metro dentro das casas.Em Jacinto Machado, algumas famílias estão desalojadas e foram levadas a casas de parentes. Já os moradores dos outros dois municípios afetados sofrem com os alagamentos, as inundações e a destruição causados pelas chuvas, mas não há desabrigados nem desalojados. Outras 27 cidades foram atingidas no Estado, porém a situação delas é um pouco menos caótica.

    De acordo com o capitão Márcio Alves, diretor da Defesa Civil do estado, ainda não foi possível contabilizar o número de desabrigados, devido à dificuldade de acesso.

    Nós estamos usando tratores para chegar a algumas comunidades e ainda assim com uma certa dificuldade, por isso é difícil levantar quantos são os desabrigados. Temos alguns municípios, como Ermo e Jacinto Machado, com áreas isoladas e por isso vamos deslocar hoje um helicóptero para a região informou.

    O diretor explicou que a situação vem se agravando porque a chuva continua na região serrana do estado, aumentando a captação de água em vários rios e fazendo-os transbordar. As águas do Araranguá, por exemplo, estão quase atingindo a BR- 101, principal ligação entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo Alves, se o nível do rio não baixar nas próximas horas, será preciso interditar a estrada.

  • Ondas gigantes

    Ondas de 2,5 a 4 metros de altura atingem o litoral brasileiro do Rio Grande do Sul até o Rio de Janeiro neste domingo. O 5º Distrito Naval da Marinha divulgou dois alertas de ressaca, resultado do ciclone com ventos de até 100 quilômetros por hora que atingiu o Sul do País na sexta-feira.

    O mar fica agitado, com ondas de 3 a 4 metros do Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul, até o Cabo Santa Marta, em Santa Catarina. Do Cabo de Santa Marta até Cabo Frio, no Rio de Janeiro, as ondas têm de 2,5 a 3,5 metros. A previsão da marinha é de que a ressaca dure até as 9 horas de desta segunda-feira.

    A Marinha recomenda restrição de navegações na região. Desde a passagem do ciclone até o meio dia de hoje, não havia registros de acidentes ou desaparecimento de embarcações na área.

    Mortes

    Neste sábado, o temporal com forte chuva e rajadas de vento de até 100 quilômetros por hora provocou a morte de um motorista e de uma idosa de aproximadamente 80 anos, de acordo com o jornal "Zero Hora". A idosa morreu em uma residência invadida pela água na Estrada do Espigão, no Lami, Região Metropolitana de Porto Alegre. A causa da morte ainda é desconhecida.

    O caminhoneiro José André Pinheiro Parnechi, de 36 anos, também morreu em decorrência do temporal em Serafina Correa, na Serra do RS. Ele desceu de seu veículo para ajudar outros motoristas a remover galhos da RS-129. Quando estava na pista foi atingido por outra árvore, derrubada por nova rajada de vento, e não resistiu aos ferimentos.

    (*Com informações das agências Brasil e Estado)

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