Mais de 2 mil metalúrgicos participam dos atos da Campanha Salarial em SP

SÃO PAULO - Os trabalhadores participaram do Lançamento da Campanha Salarial da categoria, que aconteceu nesta quinta-feira (10). As passeatas aconteceram no vão livre da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e em frente ao Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea - Montadoras).

Redação |

Sérgio Nobre, novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, fez um discurso duro contra as empresas que têm declarado que a inflação pode dificultar a correção nos salários. Esta é  uma visão reacionária. O desempenho da indústria tem sido positivo, com o registro sucessivo de recordes na produção. Portanto, a nossa nação está em desenvolvimento e todos nós temos que caminhar nesta direção, disse.

O Secretário Geral da CNM-CUT, Valter Sanches, frisou a força do área metalúrgica para a economia e para o desenvolvimento do país. O nosso ramo injeta mensalmente R$ 35 bilhões na economia, recursos que contribuem para geração de empregos e na melhoria do poder de compra das famílias, concluiu.     

Na parte da tarde, a CNM-CUT conduziu uma passeata que reuniu metalúrgicos de São Paulo, Belo Horizonte, Santa Catarina, Rio de Janeiro e da região nordeste do país. Um dos discursos mais aplaudidos, foi o do presidente da Confederação, Carlos Alberto Grana, que ressaltou que 2008 será um ano marcante para os metalúrgicos da CUT. Em 2007, o setor automotivo registrou recorde de vendas de veículos, totalizando 3 milhões, e neste ano a previsão é de crescimento de 30% na produção, disse. A CNM-CUT representa 1,1 milhão de metalúrgicos em todo o país. Só em montadoras, são 130 mil trabalhadores.

Grana ressaltou a importância de adotar uma jornada de trabalho nacional igual para todo o ramo metalúrgico, um piso salarial valorizado, além de implementar melhores condições de trabalho, saúde e previdência. Em São Paulo, a jornada semanal nas montadoras é de 40 horas semanais. No entanto, em outros estados a jornada ultrapassa as 44h. Esta situação tem que mudar, frisa o presidente da Confederação.

Ele também foi enfático ao responder as especulações de que a inflação poderá atrapalhar o resultado das negociações. Não vamos aceitar apenas reposição da inflação. Reivindicaremos aumento real compatível ao crescimento dos setores. Não seremos bodes expiatórios. Se vierem com o discurso de que a inflação rebaixará o grau de investimentos, o nosso recado será apenas um: a meta de crescimento da produção de veículos deste ano será ameaçada, porque os metalúrgicos da CUT vão parar, finaliza.

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