Mais de 10% das mulheres se arrependem de esterilização, diz estudo

Um estudo realizado pelos pesquisadores Luciana Freitas Barbosa, Iúri da Costa Leite e Marina Ferreira de Noronha, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, no Rio de Janeiro, chegou a conclusão de que 10,5% das mulheres se arrependem de fazer a esterilização - ligação das trompas, um método contraceptivo definitivo. A amostra foi composta por 3.

Agência Estado |

233 mulheres em idade reprodutiva, cuja esterilização ocorreu há pelo menos um ano antes da entrevista. O trabalho foi publicado na Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil do mês passado. A principal razão relatada para o arrependimento, com 62,7%, foi o desejo de ter mais um filho.

De acordo com o estudo, mulheres jovens e de baixa escolaridade são as mais propensas a se arrepender da esterilização. A chance de uma mulher com 35 anos ou mais querer voltar atrás no método contraceptivo é 69% menor que uma mulher com menos de 25 anos. Segundo os pesquisadores, "os resultados podem subsidiar gestores de programas de planejamento familiar, reforçando a necessidade de orientações quanto à irreversibilidade do método e às mudanças que podem ocorrer na vida das mulheres durante o ciclo reprodutivo, minimizando a chance de arrependimento".

AE

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