Mais associada a ratos, cães também podem transmitir leptospirose

O contato com a água de esgotos, que ocorre mais em períodos de chuvas e enchentes, pode colocar a saúde em risco. Entre as doenças que podem ser contraídas, a leptospirose é uma das mais perigosas e pode ser fatal.

Agência Estado |

Mais associada a ratos, animais de estimação também estão sujeitos a se contaminar e a se transformar em agentes transmissores. Pessoas que moram perto de parques, fazendas ou reservas ambientais também podem ser contaminadas por animais silvestres e de produção.

Segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em 2008 foram confirmados cerca de 560 casos da doença em humanos no Estado. Desse total, 70 pessoas morreram. A leptospirose é causada por uma bactéria, a leptospira, que tem forma de espiral. Ela atravessa a pele molhada, mucosas ou lesões, caso haja contato com a urina do animal infectado.

“O período de chuvas pode elevar o número de casos porque a leptospira é bastante sensível ao sol e ambiente seco, mas sobrevive em ambientes úmidos e sem sol”, explica Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care. No caso dos animais de estimação, a enchente não é a única responsável pela contaminação. Muitas vezes, o dono cria um ambiente propício à presença de ratos no local, principalmente ao deixar restos de alimentos nos potes. O cão pode ter contato com a doença pela urina do rato que vai em busca da sobra de comida.

Além disso, o perigo da transmissão dos animais ao homem é grande, porque a doença pode apenas se manifestar por falta de apetite e apatia no bicho. O dono do animal, às vezes, não percebe e o cachorro se recupera sozinho sem que ele imagine que houve uma infecção por algum tipo de leptospira. Segundo a médica epidemiologista Vivian Ailt Cardoso, subgerente da Vigilância Ambiental da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), em caso de enchentes ou indícios de urina de rato é necessário fazer uma descontaminação do ambiente com água sanitária. “A leptospira é altamente sensível ao cloro. Não se deve misturar outros produtos químicos. Depois, pode-se usar sabão e desinfetante.”

Fábio Brito

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG