Mais 14 mulheres acusam médico de assédio

SÃO PAULO - Outras 14 mulheres procuraram o Ministério Público do Estado de São Paulo para reportar supostos casos de abuso sexual que teriam sido praticados pelo médico Roger Abdelmassih, de 65 anos, dono da maior clínica de reprodução assistida do País. Oito casos estão sendo apurados desde o ano passado pela instituição e pela Polícia Civil.

Redação com Agência Estado |

Entre as denúncias estão desde casos em que Abdelmassih teria agarrado pacientes e tentado beijá-las à força até supostos abusos sexuais enquanto as mulheres estariam sedadas.

As pacientes estão sendo ouvidas pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Desde sexta-feira, 14 mulheres entraram em contato conosco e ao menos 4 delas são de fora do Estado, diz o promotor José Reinaldo Carneiro. Em nova nota divulgada nesta segunda, a assessoria do médico destacou que Abdelmassih é o maior interessado na elucidação total dos fatos, quando certamente será constatada a sua inocência.

Segundo o texto, a defesa do dr. Roger (nem) sequer conhece a identidade das pessoas que o denunciam, com exceção de uma ex-funcionária que confessadamente é autora de uma tentativa de extorsão. A defesa do dr. Roger ainda não teve acesso integral ao inquérito, apesar das reiteradas requisições. O dr. Roger manifesta sua indignação com os relatos divulgados (...). Os promotores do Gaeco negaram que a defesa de Abdelmassih não teve acesso à investigação.

Silêncio

Nesta segunda-feira, a reportagem do Último Segundo procurou o Dr. Roger em sua clínica localizada no bairro dos Jardins, em São Paulo, para publicar sua versão diante das acusações.

No pátio do estacionamento, a reportagem foi recebida por um segurança da clínica que chamou os dois assessores de comunicação do médico.

Quando questionados sobre a rotina da clínica de fertilização, ambos disseram que o fluxo de pacientes está normal. "Nada mudou depois dos últimos acontecimentos. O Dr. Roger continua trabalhando normalmente", disse um dos assessores.

O advogado do médico, Adriano Vina, também foi procurado por nossa equipe. Ao ser questionado sobre uma nova posição do investigado, Vina informou que ainda estava fora de São Paulo e por isso não iria se pronunciar.

(*Com informações do jornal "O Estado de S. Paulo")

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