Mais de 40% dos idosos vivem com até um salário mínimo

Metade dos idosos também tem menos de 4 anos de estudo. Grupo já representa 11,3% da população brasileira, aponta Pnad

iG São Paulo | 17/09/2010 10:00

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A população idosa no País tem crescido de forma sistemática e, 2009, o grupo formado pelas pessoas com 60 anos de idade ou mais já chegava a 21 milhões, o que representava 11,3% da população. Apesar disso, grande parte ainda vivia em condições precárias.

O Relatório Síntese dos Indicadores Sociais 2010, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que 43,2% dos idosos do País viviam com uma renda domiciliar per capita de até um salário mínimo.

Aqueles que tinham renda domiciliar per capita entre um e dois salários mínimos eram 29% e, os que passavam de dois salários mínimos, 22,9%. Outro dado que chama a atenção de forma negativa na pesquisa é escolaridade precária deste grupo, já que 30,7% dos entrevistados disseram ter menos de um ano de instrução.

Se ampliarmos para até 4 anos de estudo o índice chega a 50,2%. Apenas 17,4% dos idosos tinham 9 anos ou mais de estudo. Aqueles que tinham entre 4 e 8 anos eram 32,3%. No geral, a média de anos de estudo dos idosos era 4,2 anos.

O Sudeste é o que tem a maior taxa de pessoas com 9 anos ou mais de estudo (21,2%). Na região, 38% dos idosos disseram ter entre 4 e 8 anos de instrução. Considerando os idosos acima de 65 anos, o nível de escolaridade cai ainda mais e chega a 3,8 anos.

Foto: AE

População idosa representava, em 2009, 11,3% do total de brasileiros e maioria dos idosos (64,1%) era a pessoa de referência no domicílio

Perfil

Em 2009, mulheres eram a maioria dos idosos (55.8%), assim como brancos (55,4%). Pardos representavam 36,1% do total e, pretos, 7,2%. Conforme o estudo, a grande maioria (66%) já se encontrava aposentada, mas mesmo assim 64,1% do total ocupavam a posição de pessoa de referência no domicílio.

Durante a semana de referência da pesquisa, 29,3% das pessoas com 60 anos ou mais ouvidas estavam trabalhando. Os homens somavam 42,4% dos ocupados e as mulheres 18,9%. A partir dos 65 anos, o índice de idosos trabalhando cai para 21,9% e, acima dos 70 anos, para 16,1%.

Região Sudeste é a mais velha

O relatório aponta que a região Sudeste era a que concentrava o maior número de pessoas com 60 anos ou mais (12,7%), seguida de perto pela região Sul (12,3%). Já o Centro–Oeste era a que a tinha o menor número relativo de idosos, com 9,5% do total de pessoas da região.

A maioria esmagadora dos idosos do País vivia na região urbana (83,5%), sendo que na região Sudeste este índice chegava a 92,2%.

Arranjo familiar

De acordo com o IBGE, 30,7% dos idosos moravam com filhos maiores de 25 anos e, 23,8%, moravam apenas com o cônjuge. Os que vivem sozinhos representavam 13,8% do total.

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