Maioria não lava as mãos no dia a dia, indica pesquisa

Falta de higiene pode facilitar a transmissão de doenças virais e bacterianas

AE |

A maioria dos brasileiros não lava as mãos depois de usar o banheiro, nem antes de cozinhar, muito menos após tocar em animais. Ao alimentar crianças, por exemplo, só 11% adotam esse hábito de higiene.

Os dados são de uma pesquisa realizada pela consultoria inglesa TNS Global Market Research em mais de dez países. No Brasil, foram ouvidos 1.057 entrevistados, moradores de quatro capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre.

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A lavagem frequente das mãos é uma forma eficaz para evitar a transmissão da gripe e de outras doenças
Na avaliação dos médicos, a falta de higiene com as mãos pode facilitar a transmissão de muitas doenças virais e bacterianas, entre elas, conjuntivite, diarreia, febre tifoide, gripe e hepatite. "A lista de doenças que podem ser transmitidas por mãos contaminadas é enorme. As mais comuns são as do trato respiratório e as diarreias", afirma o infectologista Caio Rosenthal, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo.

Quando as mãos entram em contato com uma superfície contaminada e não são esterilizadas, explicam os especialistas, os micro-organismos podem pegar carona e contaminar olhos, bocas, narinas, pele e alimentos. "E é a contaminação alimentar que mais preocupa, pois o alcance do alimento é muito maior", diz o infectologista Jacyr Pasternak, presidente da Comissão de Controle de Infecção do Hospital Israelita Albert Einstein.

No levantamento da TNS Global, os brasileiros justificaram a falta de higiene alegando desinformação: 53% afirmaram desconhecer a existência de germes.

A desculpa, contudo, não convence o biomédico

Roberto Martins Figueiredo, que ficou conhecido pelo quadro Dr. Bactéria, exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo - em que tratava justamente de questões sanitárias. "O problema é de atitude e não de conscientização. As pessoas sabem da importância da limpeza, mas não lavam as mãos", afirma Figueiredo. De acordo com ele, se as pessoas lavassem as mãos corretamente, quase 90% das infecções hospitalares e cerca de 80% das transmissões de doenças poderiam ser evitadas. As informações são do Jornal da Tarde.

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