Maioria das linhas da CPTM supera limite de lotação

Apenas uma das sete linhas em operação tem índice de passageiros por metro quadrado considerado aceitável

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Os passageiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) viajam de modo minimamente confortável em apenas uma das sete linhas em operação na região metropolitana de São Paulo. Dados sobre número de passageiros no horário de pico no primeiro semestre evidenciam a piora na superlotação nos trens - no mesmo período do ano passado, cinco ramais da CPTM apresentavam boas condições dentro dos vagões. 

A única linha sem aperto hoje é a 10 - Turquesa (Luz - Rio Grande da Serra), que transporta 5,8 passageiros por metro quadrado - o índice aceitável pelas organizações de saúde é de 6 passageiros por metro quadrado. Outras seis linhas ultrapassam o aperto suportável, chegando a 8,4 passageiros por metro quadrado, como a 7 - Rubi (Luz - Francisco Morato) e 11 - Coral (Luz - Estudantes). Apenas as Linhas 1 - Azul e 3 - Vermelha do Metrô superam essa superlotação em horários de pico.

A CPTM vem registrando enorme crescimento na quantidade de passageiros. O maior foi na Linha 9 - Esmeralda (Osasco - Grajaú), com 164% a mais de pessoas transportadas desde o primeiro semestre de 2006. E a situação pode piorar com a entrada em operação comercial da Estação Tamanduateí do Metrô, já que esse será o principal ponto de conexão da rede de Metrô com uma ligação ferroviária para a região do ABC.

Segundo o governo, estão em circulação 22 trens novos de um total de 96 já comprados. Três estão na Linha 7, 12 na Linha 9, dois na Linha 11 e cinco na Linha 12. A Secretaria dos Transportes Metropolitanos prevê que, até dezembro, entre em operação pelo menos um trem novo por semana e os demais, ao longo de 2011.

As linhas do Expresso Leste, de Guaianases a Suzano, que no primeiro semestre transportaram 36,5 milhões de passageiros, ante 23,3 milhões nos primeiros seis meses de 2006, aguardam licitação para compra de novos trens - a entrega é estimada para o segundo semestre de 2011.

"Toda vez que a malha é ampliada ou o serviço apresenta melhoras, a demanda aumenta, atraindo novos usuários", justifica a secretaria, em nota. O Plano de Expansão prevê investimentos de R$ 7 bilhões na CPTM. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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