Maior parte da cocaína que entra no Brasil vem da Bolívia, diz PF

Diretor-geral da Polícia Federal participou de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta terça-feira

Agência Brasil |

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, afirmou nesta terça-feira que o tráfico de cocaína para o Brasil é de origem predominantemente boliviana e dados da Organização das Nações Unidas (ONU) demonstram que a área de plantio da coca nos últimos anos tem crescido no país vizinho. Ele participou de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, para expor as ações implementadas pelo órgão nas áreas de fronteira para o combate ao narcotráfico.

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O diretor do Departamento de Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, em audiência na CCJ do Senado
Por força de um acordo bilateral com o governo do presidente Evo Morales, a Polícia Federal já tem pessoal de inteligência atuando na Bolívia. O objetivo, segundo ele, é identificar a origem da produção e o destino das drogas, “o que tem permitido fazer as apreensões”. Corrêa afirmou que trata-se de uma cooperação onde a PF atua nas bases de inteligência da Bolívia e os oficiais daquele país, no Brasil.

Segundo dados da PF, 59% da cocaína confiscada este ano no Brasil era procedente da Bolívia. Das 11 toneladas de cocaína confiscadas pelas autoridades brasileiras nos sete primeiros meses do ano, 6,5 toneladas foram produzidas na Bolívia.

Quanto à erradicação do plantio de coca destinado ao narcotráfico, o diretor-geral destacou a necessidade de se respeitar a tradição cultural do povo boliviano, inclusive com a utilização do produto na fabricação de medicamentos. O importante, acrescentou, é que bolivianos e brasileiros atuem conjuntamento no combate à oferta da cocaína e derivados, como o crack, ao Brasil, bem como nas ações de contenção.

“Até agora foram positivos os diálogos [da Polícia Federal] com ministros de Estado e chefes de polícia”, disse Corrêa, ao ser perguntado se o governo de Evo Morales tem imposto dificuldades ao acordo de erradicação de áreas ilegais de plantio de coca.

Luiz Fernando Corrêa também defendeu que o Congresso Nacional defina, no Orçamento da União para 2011, uma rubrica única para o combate ao narcotráfico. Essa decisão possibilitaria, a seu ver, uma ação mais eficiente de órgãos que agem conjuntamente neste sentido, como a própria PF, as Forças Armadas e a Polícia Rodoviária Federal, por exemplo.

*com informações da Agência Brasil e EFE

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